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Damares agiu nos bastidores para impedir aborto de menina de 10 anos, estuprada pelo tio

Anita Efraim
·2 minutos de leitura
Damares Regina Alves, Minister of Women, Family and Human Rights of Brazil addresses her statement during the High-Level Segment of the 40th session of the Human Rights Council, at the European headquarters of the United Nations in Geneva, Switzerland, on Monday, Feb. 25, 2019. (Salvatore Di Nolfi/Keystone via AP)
Ministra Damares Alves chegou a participar de reuniões por vídeoconferência para tentar impedir interrupção da gravidez (Foto: Salvatore Di Nolfi/Keystone via AP)

A ministra Damares Alves, da Mulher, Família e Direitos Humanos, agiu nos bastidores para tentar evitar a interrupção da gravidez da menina de 10 anos que foi estuprada pelo tio. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, apesar de ter falado pouco sobre o tema publicamente, a ministra tentou fazer com que a criança tivesse o filho.

O jornal revela que a ideia de Damares Alves era transferir a menina de São Mateus, no Espírito Santo, para um hospital em Jacareí, interior de São Paulo. Lá, seguiria com a gestação e teria o filho, mesmo que o parto pudesse colocar a vida da menina em risco. No programa Conversa com Bial, da TV Globo, a ministra já havia dito que achava que o melhor para a menina seria fazer uma cesárea.

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Para tentar impedir a interrupção da gravidez, a Damares teria enviado aliados políticos e representantes do ministério ao Espírito Santo. Eles se reuniram com a família e com os responsáveis pelo procedimento e, assim, atrasar o procedimento. Segundo o jornal, a própria ministra teria participado de um dos encontros por videoconferência.

Autorizada pela justiça a realizar o procedimento, criança foi internada inicialmente em um hospital capixaba, mas a equipe se recusou a fazer a interrupção da gravidez. Por isso, ela foi transferida para o Recife, onde o aborto foi feito.

Informações reveladas pela Folha ainda mostram que o vazamento de dados sobre a menina, como nome e endereço do hospital onde estava internada, foram vazados por representantes da Damares Alves. A extremista Sara Giromini postou as informações nas redes sociais e, em seguida, religiosos foram para o hospital tentar impedir o procedimento.

O vazamento dos dados vai contra o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Dias após o caso ser revelado, a ministra Damares Alves usou o Twitter para dizer que o ministério estava acompanhando o caos. No entanto, ela não deixou claro que o objetivo da pasta era impedir que a criança interrompesse a gravidez.

Atualmente, a criança e avó fazem parte do programa de proteção à testemunha. O tio, acusado de estuprar a menina, foi preso.