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Dados do Observatório de Arecibo ajudam a compreender evolução das galáxias

·4 min de leitura

Dados do Radiotelescópio de Arecibo ajudarão a descobrir mais sobre a formação e a evolução das galáxias. Isso é o que promete a equipe de astrônomos que usou as informações coletadas pelo instrumento antes de seu colapso, para investigar algo conhecido como “relação de Fall”.

A relação Fall, apresentada pela primeira vez em 1983 por S. Michael Fall (daí o nome), diz que a rotação de uma galáxia e a massa de suas estrelas estão diretamente correlacionadas entre si. Isso significa que essa relação massa-momento angular dita como uma galáxia vai crescer e evoluir.

No entanto, essa proposta não é simples de se testar com dados observacionais porque é difícil obter as informações necessárias para calcular o momento angular (que, grosso modo, revela a rotação de um objeto) das galáxias com precisão. Pesquisas anteriores tentaram refinar as medições, mas as amostras de galáxias disponíveis eram limitadas.

Agora, em seu novo trabalho, a equipe de astrônomos da University of Western Australia e do International Centre for Radio Astronomy Research (ICRAR) usou as observações do Arecibo e obteve informações precisas de galáxias próximas da Via Láctea. Foram analisadas 564 galáxias de formas e idades variadas — a maior amostra representativa em um estudo dessa natureza.

Algumas galáxias observadas pelo Arecibo (Imagem: Reprodução/Jennifer Hardwick/ICRAR-UWA/GASS/DESI)
Algumas galáxias observadas pelo Arecibo (Imagem: Reprodução/Jennifer Hardwick/ICRAR-UWA/GASS/DESI)

Os astrônomos descobriram que a relação entre a massa das estrelas e a rotação de uma galáxia não é o que se imaginava anteriormente. Diferentes tipos de galáxias possuem uma relação Fall distinta. “Este trabalho desafia a compreensão atual dos astrônomos de como as galáxias mudam ao longo de sua vida e fornece uma restrição para futuros pesquisadores desenvolverem ainda mais essas teorias”, disse a principal autora do estudo, Jennifer Hardwick.

Longe de ser uma “má notícia”, o resultado mostra que novos estudos de antigas teorias devem ser feitos à medida que a tecnologia avança. Se antes havia dificuldade tecnológica em calcular o momento angular das galáxias, o novo estudo provou que instrumentos como o Arecibo são importantes para atualizar a compreensão teórica que os cientistas têm sobre o universo.

O trabalho, publicado na Monthly Notice, abre novas possibilidades e restrições para o estudo sobre a relação entre a massa e a rotação das galáxias, já que os autores conseguiram “uma das melhores medidas da conexão entre o momento angular e outras propriedades da galáxia no universo local”, de acordo com o professor Luca Cortese, coautor da pesquisa. Com os próximos radiotelescópios, essa investigação poderá se aprofundar ainda mais.

1 ano sem Arecibo

Há um ano, o icônico radiotelescópio de Arecibo foi destruído após o colapso de sua cúpula geodésica, que ficava suspensa a aproximadamente 120 metros acima do prato refletor. As operações nas instalações já estavam suspensas devido ao início dos problemas com os cabos de sustentação, mas foi no dia 1º de dezembro que todas as esperanças de uma reabertura foram esmagadas junto do prato de 305 m de diâmetro.

O colapso deixou a comunidade científica de "luto" porque não havia — e ainda não há — um substituto. A dúvida em seguida foi se o local seria dedicado à construção de outro radiotelescópio em Arecibo. Por enquanto, a resposta da NSF, proprietária do local, é "não". Ainda há instrumentos científicos funcionando no observatório e as decisões de curto prazo foram priorizadas.

Projetado inicialmente para estudar a ionosfera terrestre, o observatório logo chamou a atenção dos astrônomos devido às suas proporções e capacidades de observação de sinais de rádio vindos do espaço. Foi usado para projetos de detecção de ondas gravitacionais, no estudo de asteroides próximos à Terra, na busca por planetas potencialmente habitáveis, e foi responsável pela detecção do primeiro pulsar binário.

Vista aérea do Arecibo após o colapso (Imagem: Reprodução/Ricardo Arduengo/AFP)
Vista aérea do Arecibo após o colapso (Imagem: Reprodução/Ricardo Arduengo/AFP)

Também ficou famoso por causa da Mensagem de Arecibo, enviada em 16 de novembro 1974 com informações sobre o planeta Terra e a civilização humana na forma de uma imagem com pictogramas codificada. Agora, o radiotelescópio mais icônico do mundo será o tema de um novo documentário, intitulado "The Biggest Dream".

O filme resgatará as origens do Arecibo e seu legado, incluindo detalhes sobre o colapso. Inicialmente, está programado para estrear esta semana em Porto Rico, onde fica o observatório, enquanto a estreia mundial será no próximo ano. "A criação do filme reflete o espírito porto-riquenho e demonstra a magnitude das contribuições que esta instalação e seu pessoal fizeram à comunidade científica", disse o diretor do Observatório de Arecibo, Francisco Cordova.

Confira o trailer abaixo.

Fonte: Canaltech

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