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Dados de brasileiros são vendidos por R$ 33 em mercado virtual

É possível reduzir as chances de ter os dados vendidos ao tomar cuidado com a navegação em sites
É possível reduzir as chances de ter os dados vendidos ao tomar cuidado com a navegação em sites (Getty Image)
  • Levantamento mostra que o mercado de informações ilegais já movimenta R$ 88 milhões

  • Os dados dos brasileiros estão entre os oito mais baratos do mundo

  • As informações são obtidas em vazamentos e em criação de logins com senhas fracas

Quanto custa os dados pessoais de alguém? Atualmente, o dos brasileiros variam entre R$ 33,56 e R$ 51,27 no mercado virtual ilegal. O comércio já movimenta R$ 88 milhões, de acordo com uma pesquisa da empresa de cibersegurança NordVPN.

O e-mail é o dado mais caro nas negociações. Número de de identidade, carteira de habilitação, números de telefone, contas online, logins de contas bancárias e contas de criptomoedas são outras informações que são alvo de vazamento.

A pesquisa diz que o documento de identidade dos brasileiros são os oitavos mais baratos do mundo, com média de R$ 47,78 por identidade. Já na República Theca, os dados chegam a custar mais de R$ 5,8 mil, atingindo o valor mais alto do mundo.

O insumo para essas transações vem, em grande parte, de vazamentos de instituições e empresas e de dados obtidos de usuários que usam senhas fracas. A NordVPN diz que ao tomar cuidado com a navegação em sites e criar senhas diferentes e alfanuméricas para cada acesso, o usuário diminui as chances de ser atingido.

"O amplo escopo dos dados oferecidos nesses mercados criminosos mostra a importância de cuidar de sua segurança e privacidade online. A segurança cibernética está em nossas mãos. Quanto mais conhecimento dos riscos, mais é possível se proteger com as ferramentas e informações certas, maximizando a segurança de todos", alerta Adrianus Warmenhoven, especialista em segurança cibernética da empresa.

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