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Dados de amostras coletadas pela missão Chang'e 5 ficam disponíveis online

Danielle Cassita
·2 minuto de leitura

Em novembro de 2020, a China lançou a missão Chang’e 5 para a Lua para coletar amostras por lá. O material foi trazido para a Terra no mês seguinte e, nesta quinta-feira (15), a agência espacial chinesa China National Space Administration (CNSA) publicou uma base de dados digital, que contém informações da primeira análise das amostras.

A Chang'e 5 foi lançada com destino à região do monte Mons Rümker, em Oceanus Procellarum. Trata-se de um pico vulcânico que pode conter amostras geologicamente jovens, com aproximadamente 1,2 bilhões de anos — para comparação, as amostras coletadas durante o programa Apollo, da NASA, tinham entre 3,1 e 4,4 bilhões de anos. Por isso, o material poderá guardar vestígios dos últimos fluxos de lava que correram pela Lua.

Para coletá-las, foi necessária realizar uma sequência de manobras complexas e arriscadas: a sonda aproveitou as duas semanas do dia lunar seguinte para perfurar o solo e colher a maior quantidade possível de amostras, que foram armazenadas no módulo de ascensão. Esse módulo voou da superfície lunar à órbita para se encontrar com módulo orbital, que continha uma cápsula de retorno em seu interior, e transferir o que foi coletado. Depois, este componente voou para a Terra, trazendo as amostras.

A cápsula com as amostras em seu interior (Imagem: Reprodução/Our Space/Wang Jiangbo)
A cápsula com as amostras em seu interior (Imagem: Reprodução/Our Space/Wang Jiangbo)

Entre 1960 e 1970, as missões Apollo trouxeram amostras que seguem rendendo descobertas científicas até hoje. Já em 1976, a missão soviética Luna 24 coletou aproximadamente 170 g de regolito lunar e, desde então, não recebemos mais amostras do nosso satélite natural — algo que mudou com os resultados da Chang’e 5, que incluiu a China na breve lista dos países que conseguiram coletar e trazer amostras de lá. Agora, segundo informações da CNSA, os interessados podem acessar o site do programa para solicitar informações e até amostras.

De acordo com o regulamento para o uso delas, o material será voltado para armazenamento permanente, armazenamento permanente de reserva, pesquisa e exposição para o público. Os cientistas da China já estão analisando as amostras há alguns meses, e o país irá incentivar que pesquisadores chineses e de outras nações participem dos estudos.

Enquanto a Chang'e 5 ajudará a expandir a compreensão dos cientistas sobre o universo, além de possivelmente confirmar a hipótese da ocorrência de vulcanismo na Lua, a missão Chang'e 6 deverá ser lançada em 2023 para coletar amostras do polo sul lunar e, assim, complementar as informações proporcionadas por sua antecessora.

Fonte: Canaltech

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