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Dado da inflação nos EUA derruba Wall Street; Nasdaq cai mais de 5%

A bolsa de Nova York fechou em forte queda nesta terça-feira (13), em um mercado em pânico por causa de um indicador de inflação mais alto do que o esperado nos Estados Unidos, que caiu como um balde d'água fria para os operadores.

O dado da inflação, que mostrou uma moderação no aumento dos preços em agosto, a 8,3% em 12 meses, de 8,5% em julho, foi, no entanto, maior do que o previsto pelos analistas.

Isso faz antever um ajuste de taxas de juros maior por parte do Federal Reserve (Fed, banco central americano). Assim, o Dow Jones fechou em queda de 3,94%, enquanto o índice tecnológico Nasdaq recuou 5,16% e o S&P 500 caiu 4,32%.

- "Um dia de loucos" -

"Foi um dia de loucos", resumiu Greg Bassuk, da AXS Investments.

"Os mercados foram sacudidos por este (índice) CPI ruim e responderam em consequência", explicou Cliff Hodge, da Cornerstone Wealth.

Para Edward Moya, da Oanda, os investidores temem "ter sido otimistas demais ao prever o fim do ciclo de ajuste" dos juros do Fed.

"O mercado vê que a inflação está na contramão, o que forçaria o Fed a manter sua postura ofensiva, e inclusive ir mais longe" do que foi, observou Quincy Krosby, da LPL Financial.

Trinta e quatro por cento dos operadores apostam em um aumento dos juros em um ponto percentual na reunião da próxima semana da instituição. Até pouco tempo atrás, a enorme maioria previa outro aumento de 0,75 ponto básico.

"O mercado se preocupa que o Fed nos leve a uma recessão ou trave o sistema, privando-o de liquidez", explicou Krosby.

"O problema é saber a que ponto os preços vão pesar na economia real e nos consumidores", afirmou Bassuk. A demanda poderia ser afetada duplamente, do lado do consumo e pelos aumentos das taxas de juros, que encarecem o crédito.

As taxas dos bônus do Tesouro dos Estados Unidos a 10 anos subiram para 3,41%, contra 3,35% na segunda-feira. A taxa a dois anos, mais representativa das expectativas do mercado na área da política monetária no curto prazo, disparou a 3,78%, pela primeira vez em quase 15 anos, desde novembro de 2007.

- Vermelho generalizado -

As empresas tecnológicas foram as que mais sofreram, afetadas pela perspectiva de uma redução de sua receita futura e crédito mais caro. Apple (-5,87%), Amazon (-7,06%), Alphabet (-5,86%) e Meta (-9,37%) caíram a seus níveis mais baixos desde o início da pandemia, em 2020.

Todos os integrantes do Dow Jones fecharam no vermelho.

O Twitter (+0,80% a 41,74 dólares) foi uma rara exceção, depois que seus acionistas aprovaram a compra proposta por Elon Musk, que o empresário quer evitar e que é debatida nos tribunais.

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