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Da minha parte, é zero a chance de privatizar o Banco do Brasil, diz Bolsonaro

Matheus Schuch

O comentário veio um dia após notícia publicada pelo jornal “O Globo” mostrar que o governo estuda o assunto. O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira que, de sua parte, é zero a chance de privatização do Banco do Brasil. O comentário veio um dia após notícia publicada pelo jornal “O Globo” mostrar que o governo estuda o assunto.

Carolina Antunes/Presidência da República

Segundo a reportagem, a privatização do Banco do Brasil não seria feita no curto prazo, podendo ocorrer até o fim do mandato , em 2022, mas que o primeiro passo para essa medida seria convencer Bolsonaro a aceitar vender o banco público. Na última terça, o Ministério da Economia informou que o governo Bolsonaro “não pretende privatizar Banco do Brasil, Caixa e Petrobras”. O BB não comentou.

"Se um servidor do terceiro escalão fala aquilo, não tenho nada a ver com isso, eu não tenho como controlar centenas de milhares de servidores no Brasil. De minha parte não existe qualquer intenção de pensar em privatizar Banco do Brasil ou Caixa Econômica. Zero”, afirmou o presidente, na saída do Palácio da Alvorada.

Nesta quarta, o Valor publicou que a privatização do Banco do Brasil permanece sendo um sonho da equipe econômica, mas não há um sinal verde do presidente Jair Bolsonaro e nem do Congresso que autorize transformar o sonho em realidade.

Desde a transição de governo, Bolsonaro manifesta resistências à inclusão do Banco do Brasil e da Caixa Econômica na lista de instituições financeiras privatizáveis. Ele, contudo, foi convencido por Guedes a tratar de temas espinhosos como a reforma da Previdência, conquista que não pode ser desprezada.

O Valor apurou que, apesar das resistências políticas ao desejo de Guedes, os técnicos do governo neste ano já trabalharam em cenários possíveis. Uma das ideias que surgiu ainda no primeiro semestre seria fazer com que a União perdesse o controle do banco, pulverizando suas ações em um modelo semelhante ao da antiga Embraer, mas continuando com alguma participação do Estado. Essa opção seria a mais palatável para a área técnica do BB.

Outra hipótese, também apurada pelo Valor, é a de desbastar o BB e a Caixa de suas subsidiárias e, no fim do processo, vender os dois bancos, um especializado em crédito rural e o outro na área imobiliária. Atualmente essas duas instituições têm um bom valor por sua capilaridade, que pode se transformar em uma máquina de vender produtos. Em cinco anos, por exemplo, com o avanço tecnológico, não necessariamente a rede de agência terá algum valor.