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D.B. Cooper | A misteriosa história do homem que desapareceu no ar

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Um dos crimes mais emblemáticos e cinematográficos da história dos Estados Unidos vai ganhar um documentário na Netflix. A série D.B. Cooper: Desaparecimento no Ar chega ao streaming nesta quarta-feira (13) na tentativa de elucidar (ou, pelo menos, reviver o interesse e a curiosidade) em um daqueles casos que há décadas segue sem respostas e intrigando especialistas.

Afinal, estamos falando de um criminoso que não só sequestrou um avião de forma muito calma e tranquila como também simplesmente desapareceu em pleno ar sem deixar vestígios. É uma história tão enigmática e mal explicada que foi abordada até mesmo no universo da Marvel e tem tudo para cair na graça da nova geração dos fãs de true crime.

A fuga cinematográfica de Cooper faz com que ele siga no imaginário americano até hoje (Imagem: Reprodução/Netflix)
A fuga cinematográfica de Cooper faz com que ele siga no imaginário americano até hoje (Imagem: Reprodução/Netflix)

Assalto cinematográfico

O caso todo aconteceu em novembro de 1971, quando um homem sequestrou um voo que iria de Portland para Seattle. Trata-se de um trajeto curto, de apenas 30 minutos, mas que durou tempo o bastante para entrar na história criminal e no imaginário de muita gente.

O homem em questão havia sido identificado apenas como Dan Cooper, embora já seja consenso que tratava-se de um nome falso. Apesar disso, o FBI e nenhuma outra agência de investigação e inteligência dos Estados Unidos jamais conseguiu desvendar sua real identidade, o que se torna outra peça nesse mistério todo.

Para piorar, a imprensa entendeu errado o pseudônimo e passou a noticiar o caso como D.B. Cooper, o que apenas ajudou a alimentar todo o imaginário em torno do criminoso.

Cooper trazia a bordo uma maleta com explosivos que usou para persuadir tripulação a colaborar (Imagem: Reprodução/Netflix)
Cooper trazia a bordo uma maleta com explosivos que usou para persuadir tripulação a colaborar (Imagem: Reprodução/Netflix)

Em todos os relatos feitos na época, Cooper era descrito como alguém acima de qualquer suspeita, vestido como tantos outros executivos que faziam aquela viagem e de comportamento bastante discreto. Só que isso muda pouco tempo depois da decolagem.

Pouco tempo depois de o Boeing 727 levantar voo, Cooper chamou uma das comissárias de bordo, Florence Schaffner, e entregou um bilhete a ela. A princípio, a aeromoça acreditou que se tratava apenas de um passageiro dando uma cantada ou coisa do tipo e apenas guardou o papel no bolso. Contudo, o homem a chamou mais uma vez e revelou a verdade: aquilo era um sequestro.

Cooper sussurrou para a comissária que ele carregava uma bomba na maleta e que tinha algumas exigências a fazer. Pediu para que ela sentasse ao seu lado, mostrou os explosivos e apresentou suas demandas: queria que ela pedisse que as autoridades lhe dessem US$ 200 mil, além de quatro paraquedas, além de um um caminhão com combustível em Seattle para abastecer a aeronave.

Schaffner contou às autoridades mais tarde que nada em Cooper levava a crer que ele poderia ser um criminoso. Além do seu porte idêntico ao de qualquer outro homem de negócios, ele também fugia muito do padrão de comportamento que se esperava de um terrorista ou um sequestrador. Sempre muito calmo, não demonstrava nervosismo e queria evitar confusão no voo. Tanto que pediu para que as aeromoças servissem a refeição aos demais passageiros e até pagou por um lanche.

Segundo testemunhos da época, Cooper era alguém que ficava acima de qualquer suspeita (Imagem: Reprodução/Netflix)
Segundo testemunhos da época, Cooper era alguém que ficava acima de qualquer suspeita (Imagem: Reprodução/Netflix)

Suas exigências foram comunicadas à torre de controle em Seattle e logo repassadas às autoridades. Por se tratar de um risco real, todas as demandas foram atendidas. Assim, tão logo o avião aterrissou no Aeroporto Internacional de Seattle-Tacoma, os reféns foram liberados e o dinheiro e os paraquedas foram colocados a bordo.

Um ponto que chamou muito a atenção do FBI durante a investigação posterior ao assalto foi o conhecimento que Cooper parecia ter de aviação. Durante sua breve conversa com a comissária de bordo, ele deixava bem claro conhecer a região, nomeando as cidades por onde o avião passava. Além disso, quando a aeronave chegou ao aeroporto, ele apresentou um plano de voo completo ao piloto e ainda especificou outros detalhes técnicos de como o veículo deveria ser controlado na segunda parte do voo. E é aí que o mistério começa de verdade.

Desaparecimento no ar

Após ter conseguido o dinheiro e os paraquedas em Seattle, Cooper ordenou que o avião seguisse em direção à Cidade do México, indicando que a ideia era fugir do país com o dinheiro. Contudo, havia um detalhe: ele queria que a aeronave decolasse com a porta traseira abaixada e sua escada estendida. E apesar de os pilotos alegarem que aquilo não era seguro, o sequestrador fez questão que as coisas fossem feitas do seu jeito.

Além do dinheiro, Cooper exigiu quatro paraquedas que supostamente foram usados na fuga (Imagem: Reprodução/Netflix)
Além do dinheiro, Cooper exigiu quatro paraquedas que supostamente foram usados na fuga (Imagem: Reprodução/Netflix)

Quando o 727 já estava no ar, o homem ordenou que todos os tripulantes restantes — piloto, copiloto, um engenheiro de voo e uma única comissária de bordo — ficassem dentro da cabine, enquanto ele permanecia sozinho na área de passageiros.

Pouco tempo depois, eles notaram que o mecanismo da porta traseira havia sido acionado. Cerca de 15 minutos mais tarde, eles relataram um movimento súbito na parte traseira do avião que forçou os pilotos a realizarem uma manobra para estabilizar a aeronave.

A partir disso, o voo seguiu tranquilo por mais duas horas até aterrissar no Aeroporto de Reno, em Nevada. O avião foi rapidamente cercado por policiais e agentes do FBI. Só que tudo isso foi inútil, pois eles logo perceberam que Cooper não estava mais a bordo. Na verdade, ele havia simplesmente desaparecido antes mesmo de o voo chegar ao solo. Nascia aí o mistério.

As incógnitas do caso

O simples fato de D.B. Cooper ter desaparecido de um voo já é um mistério e tanto — tanto que, em Loki, a Marvel brincou que a história era tão absurda que só podia ser explicada por caminhos sobrenaturais. Só que a coisa fica ainda mais enigmática a partir da investigação que veio na sequência.

O imaginário em torno de D.B. Cooper segue tão vivo que o Marvel Studios usou isso em Loki (Imagem: Reprodução/Marvel Studios)
O imaginário em torno de D.B. Cooper segue tão vivo que o Marvel Studios usou isso em Loki (Imagem: Reprodução/Marvel Studios)

Logo após o voo aterrissar, agentes de segurança passaram a fazer buscas na região e no próprio avião. Na aeronave, foram encontradas 66 impressões digitais não identificadas, além de algumas das roupas e acessórios usados por Cooper. Dois dos quatro paraquedas também estavam a bordo, sendo um deles já aberto.

A principal suspeita da polícia era que o homem saltou do avião em pleno voo, usando os paraquedas para escapar ileso. Como sua interação com as comissárias sugeriam, ele tinha noções de aviação e conhecia bem a região, além de ter um plano bem construído em sua cabeça, o que indicava que tudo havia sido milimetricamente calculado.

Contudo, o fato de ele nunca ter sido encontrado ou que mesmo evidências de seu paradeiro sejam escassas apenas alimentam o mistério. O FBI acredita que ele não sobreviveu à queda, mas o fato é que o caso envolvendo o sequestro do avião nunca foi fechado e já conta com mais de 60 volumes de informações.

Por isso, há quem creia que Cooper conseguiu executar seu plano perfeitamente e escapou de forma magistral de modo que, 50 anos depois, ninguém tenha a menor ideia de quem ele realmente é e muito menos como conseguiu escapar ileso — e é parte desses mistérios que o novo documentário tenta esclarecer.

Fonte: Canaltech

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