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Dúvidas sobre China colocam rali de mercados emergentes em risco

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A incerteza em torno da recuperação chinesa está substituindo o nervosismo com a redução do estímulo nos Estados Unidos como possível ameaça ao rali de mercados emergentes.

Moedas de países em desenvolvimento estão cada vez mais vulneráveis a sinais de fragilidade na China, e a correlação entre um indicador do JPMorgan Chase e o yuan está no maior nível em cinco anos. Dados do setor de manufatura e consumo na China a serem divulgados esta semana podem reforçar evidências de que a recuperação na segunda maior economia do mundo perde força, o que aumenta o receio de contágio em mercados mais arriscados.

“Vai ser o problema do resto do mundo, e já começou a aparecer em muitos países emergentes”, disse Hayden Briscoe, chefe de renda fixa para mercados emergentes globais e Ásia-Pacífico na UBS Asset Management em Hong Kong, que tem posições vendidas em yuans em relação ao dólar. “Minha expectativa é que a desaceleração da China se acentue daqui em diante.”

A recuperação da economia da China foi puxada pelo setor manufatureiro após o abalo causado pela Covid no ano passado. Mas há sinais de que não vai durar.

Em meio a novos surtos de Covid-19, pesquisas de gerentes de compras em agosto apontaram desaceleração no segundo semestre; a repressão regulatória liderada pelo presidente Xi Jinping assusta os mercados; e um possível default da maior incorporadora imobiliária do país, a China Evergrande, pode deixar bancos e investidores com dezenas de bilhões de dólares pendentes.

Títulos soberanos e corporativos da China em dólares têm peso de 18% no indicador da Bloomberg de dívida em moeda americana de países em desenvolvimento. Empresas chinesas também respondem por cerca de 30% do peso total no índice de ações de mercados emergentes MSCI, que em dois dias da semana passada apagou os ganhos deste mês.

“O sistema financeiro da China é grande o suficiente para ser sistemicamente importante”, e uma desalavancagem desordenada será complicada para ativos de risco, disse Ed Al-Hussainy, analista sênior de juros e câmbio da Columbia Threadneedle Investments, em Nova York, acrescentando que está preocupado que “um aumento dos prêmios de risco para ativos corporativos privados da China se espalhe para ativos de mercados emergentes mais amplos”.

Mesmo com esse cenário, investidores que apostam em emergentes não precisam ir muito longe em busca de incentivos. Os preços das ações estão perto de uma mínima em 20 anos, e a política de aperto monetário de muitos bancos centrais de mercados emergentes impulsionou retornos em operações de carry trade, ou arbitragem de juros. O índice de referência MSCI para ações subiu cerca de 6% em três semanas, enquanto o rand da África do Sul liderou os ganhos entre a maioria das moedas de países em desenvolvimento no período.

Ao mesmo tempo, o rali foi muito mais moderado para ativos na órbita direta da China. O won sul-coreano perdeu 1% na semana passada, e os títulos em moeda local da Tailândia caíram 2%, o pior desempenho neste mês excluindo a América Latina.

O governo chinês começa a priorizar uma estratégia menos focada no crescimento e mais preocupada em abordar o alto endividamento e desequilíbrios financeiros, de acordo com Tim Ash, estrategista da BlueBay Asset Management, em Londres.

Se a China vier a desempenhar um papel de menor peso na economia mundial, os programas de estímulo dos EUA tomarão seu lugar, levando a taxas de juros globais mais altas, um dólar mais forte e preços de commodities mais baixos; nada disso é um “ótimo mix” para mercados emergentes, disse Ash.

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