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Dólar volta a ultrapassar R$ 4,50 com coronavírus

Marcelo Osakabe

Preocupações sobre o coronavírus mantêm os mercados globais pressionados O dólar comercial opera em alta leve nesta sexta-feira, em linha com o sinal do exterior, onde as preocupações sobre o coronavírus mantêm os mercados globais pressionados. A moeda americana chegou a superar os R$ 4,50 novamente logo no início do pregão. Às 11h03, a divisa estava cotada a R$ 4,4961, com avanço de 0,43%.

A valorização é modesta em relação a pares comparáveis - no mesmo horário, o dólar avançava 1,55% contra o peso mexicano, 1,26% ante o rublo russo e 1,24% na comparação com o peso colombiano.

Marcello Casal Jr./Agência Brasil

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Vale notar, no entanto, que a negociação desta manhã é afetada por diversas interferências "exógenas" que podem embaralhar um pouco a precificação. Por ser último dia do mês, ocorre a conhecida disputa em torno da formação da Ptax, usada para regrar contratos de derivativos.

Além disso, o Banco Central (BC) injetou mais US$ 1 bilhão em contratos de swap cambial, bem como rolou outros US$ 3 bilhões em operação de linha, como são conhecidas as vendas com compromisso de recompra. Esta última, inclusive, utiliza como taxa de referência o corte da Ptax de 10h, horário em que o dólar registrou a mínima intradiária, de R$ 4,4753.

Ainda nesta sexta, o BC realiza ainda outro leilão de swap, desta vez para rolagem do vencimento de abril.

A realização de leilões pelo BC no último dia do mês não é uma prática comum, uma vez que interfere na formação de preços, e chamou atenção de participantes do mercado.

"É algo que o mercado não estava acostumado e que pode estar ligando algum sinal de alerta. Será que forçar a barra poderá desencadear uma intervenção intradiária?", questiona Cleber Alessie Machado, da Commcor. "Ainda que levemente, o BC, querendo ou não, desencoraja um pouco quem deseja um dólar acima de R$ 4,50."