Dólar volta a testar patamar de R$ 2,06

Alinhado ao desempenho no exterior, o dólar ante o real abriu em alta nesta terça-feira, após já ter acumulado ganho de 1,08% em seis das sete sessões deste mês. Neste período, o dólar à vista no balcão saltou de R$ 2,030 em 31 de outubro para R$ 2,0520 no encerramento, na segunda-feira (12). O ajuste intensificou-se principalmente a partir de quinta-feira passada (08), quando a moeda norte-americana mudou de patamar no encerramento da sessão, passando de R$ 2,03 para R$ 2,04 no balcão e, na segunda-feira (12), galgou outro nível mais alto, de R$ 2,05.

Nesta terça-feira, após abrir em R$ 2,0580 (+0,29%), o dólar à vista no balcão renovou máximas sequenciais. Até 9h43, oscilou entre uma máxima de R$ 2,0630 (+0,54%) e uma mínima de R$ 2,0560 (+0,19%).

No mercado futuro, às 9h37, o dólar para dezembro de 2012 subia 0,27%, a R$ 2,0630, após oscilar entre R$ 2,0625 (+0,24%) e R$ 2,0685 (+0,53%).

A despeito dessa continuidade de ganhos da moeda americana, alguns operadores de câmbio avaliam que o Banco Central pode se manter fora do mercado no curto prazo. Um operador de tesouraria de um grande banco disse há pouco que não há razão para o BC agir agora porque a valorização interna segue o desempenho do dólar no exterior, onde o clima segue tenso. O movimento positivo responde a uma mudança de posicionamento dos investidores, sobretudo de players estrangeiros, que estavam "vendidos" no mercado futuro de dólar. A posição vendida indica a aposta na queda do dólar.

Os agentes financeiros devem continuar demandando a moeda americana por precaução. É que haverá pelo menos dois eventos importantes, nos EUA e na zona do euro, durante os feriados sequenciais no Brasil, nesta quinta-feira (Proclamação da República) e na próxima terça-feira (Consciência Negra). Nestes dois dias, a BM&FBovespa ficará fechada, embora o mercado de câmbio de balcão deverá funcionar em outras praças fora do município de São Paulo.

Nesta sexta-feira 916), enquanto no Brasil será ponte de feriado, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reúne-se com líderes do Congresso para tratar da questão do "abismo fiscal".

Já na zona do euro, os ministros de Finanças do Eurogrupo terão um novo encontro para decidir sobre a liberação da próxima parcela de ajuda para a Grécia. Ontem, a reunião do Eurogrupo não avançou nessa discussão. Na prática, houve um impasse entre o presidente da instituição, Jean-Claude Juncker, e a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde quanto à extensão do prazo para mais dois anos, até 2022, para que Atenas alcance as metas fiscais.

Nesta terça-feira, a Agência de Administração da Dívida Pública da Grécia vendeu em leilão 4,063 bilhões de euros (US$ 5,167 bilhões) em títulos de quatro e 13 semanas. O volume leiloado é menor do que o pagamento de US$ 5 bilhões que o país terá de fazer nesta sexta-feira (16). Por isso, uma segunda oferta será feita nesta quinta-feira (15), quando a Grécia pretende levantar mais 30% dos dois vencimentos, elevando o total arrecadado para 5 bilhões de euros.

Em Nova York, às 9h34, o euro caía a US$ 1,2689, de US$ 1,2710 no fim da tarde de segunda-feira (12). O dólar norte-americano subia em relação ao dólar australiano (+0,22%), o dólar canadense (+0,21%) e o dólar neozelandês (+0,20%).

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