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Dólar volta a subir com maior pessimismo no exterior

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***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, BRASIL - 09-05-2015 - Gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM & F Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo apos o anuncio da anulação do impeachment. (Diego Padgurschi /Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, BRASIL - 09-05-2015 - Gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM & F Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo apos o anuncio da anulação do impeachment. (Diego Padgurschi /Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em uma nova sessão de maior aversão ao risco nos mercados globais, o dólar volta a ganhar força frente ao real nesta sexta-feira (6), enquanto as ações nas Bolsas do Brasil e dos Estados Unidos operam em queda.

Por volta das 11h35, o dólar comercial registrava valorização de 1,65% frente ao real, cotado a R$ 5,098 para venda, enquanto o índice amplo de ações Ibovespa tinha perdas moderadas de 0,21%, aos 105.087 pontos.

Os números reforçam a percepção de investidores sobre a necessidade de um aperto monetário mais agressivo a ser conduzido pelo Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), com o impacto negativo de juros mais altos para o ritmo da atividade econômica.

Em reunião nesta quarta, o Fed elevou a taxa em 0,50 ponto percentual, para um intervalo entre 0,75% e 1% ao ano, e, apesar de o presidente do BC americano, Jerome Powell, ter declarado não considerar um aumento no ritmo de altas para 0,75 ponto, o mercado parece não ter comprado a versão do dirigente.

O Departamento de Trabalho dos Estados Unidos informou nesta sexta que foram criados 428 mil postos de trabalho fora do setor agrícola em abril. Economistas consultados pela Reuters previam abertura de 391 mil vagas. A taxa de desemprego permaneceu em 3,6%.

Nas Bolsas americanas, o S&P operava com perdas de 0,89% e o Dow Jones cedia 1,11%. Já o Nasdaq, que teve na véspera a maior queda desde junho de 2020, recuava 1,60%.

Na Europa, as Bolsas dos principais mercados também têm um dia de baixa —o FTSE-100, de Londres, cedia 1,58%, o CAC-40, de Paris, recuava 1,87%, e o DAX, de Frankfurt, oscilava em queda de 1,62%.

"O receio de que o Fed não consiga controlar a inflação sem levar a maior economia do mundo a uma recessão, combinado à piora das perspectivas com o crescimento do PIB chinês e à forte incerteza sobre o futuro da guerra no leste europeu estão constituindo uma tempestade perfeita no cenário para investidores, que estão preferindo descarregar suas carteiras de posições de risco", apontam os analistas da Guide Investimentos, em relatório.

MERCADO LOCAL

Na Bolsa brasileira, as ações da Petrobras destoavam do mau humor geral e operavam em alta, o que contribui para o melhor desempenho do Ibovespa em comparação ao mercado global. As ações ordinárias da estatal avançavam 1,48%, enquanto as preferenciais tinham ganhos de 1,06%.

A empresa reportou na véspera lucro de R$ 44,5 bilhões no primeiro trimestre de 2022, o que equivale a um crescimento de cerca de 3.700% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os elevados lucros da estatal são alvo de críticas na oposição e no próprio governo, diante da alta dos preços dos combustíveis no país. Após a divulgação, o presidente Jair Bolsonaro (PL) classificou o resultado como "estupro" e pediu à empresa para não promover novos reajustes.

Já os papéis da Vale operavam em queda de 0,4%, acompanhando o movimento do minério de ferro no mercado internacional, que registrava perdas de 3,5% com a maior aversão ao risco e os temores sobre o crescimento global com as novas restrições de mobilidade na China.

A mineradora brasileira anunciou nesta sexta acordo com a Tesla para fornecimento de níquel de baixo carbono a partir de suas operações no Canadá.

Segundo comunicado, o negócio está alinhado à estratégia da mineradora de aumentar sua exposição à indústria de veículos elétricos.

No setor financeiro, as ações do Bradesco operava em alta de 1,52%, após o banco ter reportado na véspera lucro líquido recorrente de R$ 6,8 bilhões no primeiro trimestre de 2022, alta de 4,7% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Presidente-executivo do banco, Octavio de Lazari Junior afirmou nesta sexta que o índice de inadimplência, que passou de 2,5% em março de 2021 para 3,2% no final do primeiro trimestre, deve manter a trajetória de alta nos próximos meses.

Segundo o executivo, a expectativa é que a taxa de atrasos acima de 90 dias tenha uma elevação entre 0,10 a 0,20 ponto percentual ao longo do segundo trimestre do ano, chegando a níveis próximos de 3,5%.

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