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Dólar volta a cair com atenção ao Fed; juros futuros oscilam após IPCA

Lucas Hirata
·3 minutos de leitura

BC dos EUA anuncia decisão à tarde; nesta manhã, índice oficial mostrou deflação de 0,38% em maio Enquanto os investidores globais aguardam a decisão de política monetária do Federal Reserve, hoje às 15h (de Brasília), o dólar inicia a sessão desta quarta-feira em queda moderada contra o real, em um movimento semelhante ao de boa parte das divisas globais. Já os juros futuros oscilam bem perto da estabilidade, ensaiando até uma leve alta, após o resultado menos negativo que o esperado do IPCA de maio. Por volta das 9h30, o dólar comercial tinha baixa de 0,38%, aos R$ 4,8701, depois de tocar R$ 4,8391 na mínima deste início de sessão. Com esse movimento, o real brasileiro fica entre os dez melhores desempenhos globais considerando as moedas mais líquidas do mundo. Entre os emergentes, a moeda americana cai 0,28% contra o peso mexicano e recua 0,40% contra o rand sul-africano, enquanto sobe 0,19% na comparação com o rublo russo. De acordo com analistas, os movimentos do mercado só devem ser firmados hoje após a decisão de política monetária do Federal Reserve. A expectativa é que o banco central dos EUA mantenha a taxa de juros no patamar atual (de 0% a 0,25%) e reforce a manutenção das medidas agressivas de suporte à economia americana por mais tempo. “Dentre as apostas mais otimistas, alguns acreditam em um novo incremento nos estímulos atuais, com a adição de um novo programa de compra de ativos de até US$ 85 bilhões/mês”, explicam os analistas da Guide, em nota. De acordo com Victor Cândido, da Journey Capital, a tendência externa continua do lado dos emergentes, com o Dollar Index (DXY) caindo em relação aos pares, em movimento com consistência, há alguns dias. Além disso, o mercado local de câmbio segue ajustando suas posições de hedge diante do alívio no câmbio. “Alguns fundamentos macro, principalmente a expectativa de que o saldo em transações correntes deve terminar o ano com superávit, alivia bem a pressão por dólares”, diz. “Isso tudo explica bem a velocidade da volta do câmbio”, acrescenta. Por aqui, foi divulgado nesta manhã o resultado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio, que veio menos negativo que o esperado. O IPCA caiu 0,38% no mês passado, o menor resultado para o período desde 1980. Ainda assim, foi menos negativo que a expectativa de -0,46% de analistas consultados pelo Valor. A diferença entre projeções e o resultado até trouxe uma reação inicial de alta nas taxas futuras, mas logo o movimento perdeu força. Agora, as taxas oscilam bem perto da estabilidade enquanto os investidores seguem se posicionando para corte entre 0,75 ponto percentual e 0,50 ponto da Selic na decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Centra na semana que vem. Por volta das 9h30, a taxa do contrato de DI para janeiro de 2021 operava a 2,175% (2,17% no ajuste anterior), enquanto a do DI para janeiro de 2022 marcava 3,11% (3,14% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2023 tinha taxa de 4,17% (4,22% no ajuste anterior). Já o rendimento do DI janeiro de 2025 marcava 5,73% (5,78% no ajuste anterior) e o do DI janeiro de 2027 operava a 6,68% (6,73% no ajuste anterior). Kiyoshi Ota/Bloomberg