Mercado fechado

Dólar varia pouco em dia de ajuste no exterior

Marcelo Osakabe

No fechamento, o dólar registrava alta de 0,07%, aos R$ 4,0640. Um movimento de ajuste em relação ao dólar no exterior viu a moeda americana se fortalecer frente aos pares desenvolvidos e boa parte das divisas emergentes neste pregão, devolvendo parcialmente as perdas registradas nas últimas semanas. No Brasil, no entanto, o comportamento esbarrou no otimismo do investidor com a perspectiva local.

Dessa forma, o câmbio encerrou o dia praticamente estável. No fechamento, o dólar registrava alta de 0,07%, aos R$ 4,0640.

Pela manhã, o dólar chegou a abrir em queda e tocou mínima intradiária de R$ 4,0512 nos primeiro minutos de negociação, ainda em linha com o bom humor das últimas sessões. Aos poucos, no entanto, a moeda americana passou a subir, acompanhando o movimento no exterior. Lá fora, a notícia de que o premiê do Reino Unido, Boris Johnson, passou a defender um prazo fixo de transição do Brexit, sem possibilidade de extensão voltou a reviver o fantasma de uma saída sem acordo do país da União Europeia.

“Dado o quão demorada é a negociação de acordos do tipo, muitos observadores acreditam que uma extensão do Brexit para além de 2020 seria necessária”, notam analistas do Brown Brothers Harriman. “Embora a intenção de Johnson possa ser apenas jogo de cena para conseguir um acordo final mais favorável, já vimos que os negociadores europeus têm pouca paciência para esse tipo de estratégia.”

O noticiário sobre Brexit fez a libra despencar mais de 1% e desencadeou uma correção do dólar, que havia se enfraquecido muito nas últimas duas semanas em meio a eventos como o acordo entre Estados Unidos e China. no horário citado, o índice DXY do dólar subia 0,14%.

Ao longo da tarde, no entanto, a alta do dólar passou a desacelerar. Participantes de mercado observam que o movimento não se deu sem motivo aparente. “Acredito que o bom humor interno pode ter ajudado o real a se recuperar’, avalia Cristiane Quartaroli, economista do banco Ourinvest. “A ausência de notícias é bom para o nosso mercado neste momento.”

Em um sinal de que o bom humor continua prevalecendo com relação ao Brasil, o spread do contrato de Credit Default Swap (CDS) de cinco anos do país voltou a cair. Esta tarde, ele havia recuado para 96 pontos, ainda nos menores patamares desde novembro de 2010.