Mercado abrirá em 5 h 33 min
  • BOVESPA

    111.289,18
    +1.085,18 (+0,98%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.037,05
    -67,35 (-0,13%)
     
  • PETROLEO CRU

    86,64
    -0,71 (-0,81%)
     
  • OURO

    1.811,00
    -18,70 (-1,02%)
     
  • BTC-USD

    35.991,28
    -1.700,86 (-4,51%)
     
  • CMC Crypto 200

    818,96
    -36,85 (-4,31%)
     
  • S&P500

    4.349,93
    -6,52 (-0,15%)
     
  • DOW JONES

    34.168,09
    -129,61 (-0,38%)
     
  • FTSE

    7.469,78
    +98,32 (+1,33%)
     
  • HANG SENG

    23.686,32
    -603,58 (-2,48%)
     
  • NIKKEI

    26.170,30
    -841,03 (-3,11%)
     
  • NASDAQ

    13.953,75
    -204,75 (-1,45%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,0937
    -0,0127 (-0,21%)
     

Dólar tem leve alta no dia, mas caminha para queda semanal ante real

·3 min de leitura
Notas de 100 dólares

Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar passava a subir frente ao real nesta sexta-feira, mas caminhava para encerrar a semana em baixa, em linha com as perdas registradas pela moeda no exterior nos últimos dias devido à redução de temores sobre os rumos dos juros nos Estados Unidos.

Às 10:20 (de Brasília), o dólar à vista avançava 0,10%, a 5,5343 reais na venda.

Na B3, às 10:20 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,07%, a 5,5520 reais.

Na semana, a moeda spot caminhava para queda de 1,7%, depois de fechar a última sexta-feira em 5,6318 reais na venda.

O dólar também estava a caminho de perdas semanais no exterior, depois que seu índice frente a uma cesta de pares fortes recuou nos últimos três pregões. Nesta manhã, o índice rondava a estabilidade, mas chegou a cair para uma mínima desde novembro do ano passado mais cedo.

As perdas recentes do dólar refletem a percepção de investidores de que a maior parte da guinada mais dura na conduta da política monetária do banco central dos Estados Unidos --que geralmente é fator de apoio para o dólar-- já foi precificada.

Recentemente, várias autoridades do Federal Reserve --incluindo Lael Brainard, diretora nomeada ao cargo de vice-chair da instituição-- defenderam que o primeiro aumento de juros nos EUA desde o início da pandemia aconteça já em março deste ano.

A expectativa predominante nos mercados é de que, depois da alta das taxas de empréstimo em março, o banco central aumente os juros mais duas vezes neste ano. Mas apostas mais agressivas, de que o Fed promoveria mais de três aumentos em 2022, perderam força nesta semana após dados de inflação norte-americanos em linha com as expectativas.

RISCO FISCAL

No Brasil, a cautela em torno da saúde das contas públicas permanecia elevada, após representantes de auditores fiscais que se reuniram com o ministro da Economia, Paulo Guedes, na quinta-feira, deixarem o encontro frustrados com a não apresentação de uma solução sobre o pagamento do bônus de eficiência reivindicado pela categoria, falando em acirramento de seu movimento de protesto.

A pressão de várias categorias do funcionalismo por reajustes salariais tem preocupado agentes dos mercados nas últimas semanas, com a percepção de que mais despesas do governo neste ano poderiam minar ainda mais a credibilidade fiscal do Brasil. Em 2021, ela foi abalada pela promulgação da PEC dos Precatórios, que alterou a regra do teto de gastos da União.

"Se o Brasil mostrar que não tem controle das contas públicas (o investidor estrangeiro) não vai querer alocar recursos nesse país" em meio à alta dos juros nos Estados Unidos, disse à Reuters Gilvan Bueno, gerente educacional da Órama Investimentos.

Ele chamou a atenção para o atual ciclo de aperto monetário do Banco Central do Brasil, que, embora aumente a atratividade do mercado doméstico de renda fixa, eleva a dificuldade de pagamento da dívida pública nacional, fator observado de perto por agentes internacionais para suas decisões de investimento.

A taxa Selic está atualmente em 9,25% ao ano.

E pode haver mais riscos no horizonte com a aproximação das eleições presidenciais de outubro deste ano, segundo o especialista. "Historicamente, o câmbio, a inflação e a bolsa oscilam muito em anos eleitorais. Se o candidato que crescer nas pesquisas tiver um perfil mais gastador, a tendência é de piora dos ativos locais."

O dólar negociado no mercado interbancário fechou a última sessão em baixa de 0,13%, a 5,5286 reais na venda, menor valor desde 17 de novembro do ano passado (5,5264 reais).

Neste pregão, o Banco Central fará leilão de até 17 mil contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 2 de março de 2022.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos