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Dólar tem pouca alteração após disparada recente por temores sobre agenda econômica de Lula

Pessoa conta notas de dólares na sede do banco Korea Exchange em Seul

Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar oscilava entre leves altas e baixas frente ao real nesta quarta-feira, com investidores ajustando posições após disparada recente da divisa norte-americana para um pico em cinco meses, diante de temores sobre a agenda econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Às 10:09 (de Brasília), o dólar à vista recuava 0,14%, a 5,4457 reais na venda.

Na B3, às 10:09 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,54%, a 5,4750 reais.

A oscilação tímida da moeda norte-americana nesta sessão vinha depois que o dólar fechou a terça-feira em alta de 1,78%, a 5,4535 reais na venda, nível de encerramento mais alto desde 22 de julho do ano passado (5,4976). No acumulado das últimas três sessões completas, a moeda norte-americana subiu 3,77%.

É normal, depois de movimentos acentuados da moeda, haver momentos pontuais de ajuste, conforme investidores realizam lucros, dizem especialistas. No entanto, permaneciam temores no mercado sobre a agenda do novo presidente e seus ministros, que devem manter a volatilidade elevada no curto prazo.

Na véspera, o novo ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, criticou em seu discurso de posse a reforma da Previdência do governo Jair Bolsonaro, chamando-a de "antirreforma" e dando sinais de que discutirá mudanças.

"Reforma da previdência é o foco do terror do mercado financeiro", disse em relatório Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset. "O fluxo de informações só nos faz crer que a situação fiscal não tem absolutamente nenhum motivo para ser projetada como melhor, especialmente com membros do governo já rapidamente tentando impor à gestão anterior os possíveis movimentos que realizarão."

Os primeiros dias da gestão Lula já trouxeram vários outros lembretes aos mercados do viés desenvolvimentista do presidente, que já fez novas críticas ao teto de gastos, revogou atos que davam andamento à privatização de uma série de estatais e prorrogou medidas de desoneração dos combustíveis, contrariando a vontade do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

No cenário externo, fornecendo algum suporte ao real, o índice do dólar contra uma cesta de seis pares fortes caía cerca de 0,6%.

Investidores aguardam a publicação, às 16h (de Brasília), da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve, em que o banco central dos Estados Unidos elevou os juros em 0,50 ponto percentual.

"Os investidores buscarão nesse documento sinalizações sobre o ritmo de aperto monetário do Fed e mais informações sobre o estado de saúde do país", disse a Nord Research em nota.

Quaisquer indícios de um posicionamento agressivo no combate à inflação por parte do banco central norte-americano tende a beneficiar o dólar globalmente, já que juros mais altos nos EUA costumam atrair investimentos para o mercado de renda fixa da maior economia do mundo.