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Dólar cede para R$ 4,13 e juros futuros recuam com corte na Selic no radar

Victor Rezende

Investidores acompanham cena externa e situação da atividade econômica brasileira O acúmulo de sinais de fraqueza da atividade econômica no Brasil fez com que os juros futuros se firmassem em queda no fim da manhã desta terça-feira, após a leve alta observada no início do dia. Já o dólar comercial também passou a exibir leve recuo ante o real, na esteira da projeção do governo para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano.

Por volta de 10h55, a taxa do DI para janeiro de 2021 recuava de 4,49% no ajuste anterior para 4,45%; a do DI para janeiro de 2022 cedia de 5,17% para 5,11%; a do DI para janeiro de 2023 passava de 5,74% para 5,66% e a do DI para janeiro de 2025 caía de 6,44% para 6,38%. No mesmo horário, o dólar à vista era cotado a R$ 4,1323 (-0,23%).

Marcello Casal Jr./Agência Brasil

“A atividade econômica está na cabeça de todo mundo desde que o Banco Central enalteceu que ela ganhou tração na reunião de dezembro do Copom. A atividade, de fato, voltou com mais força depois que passamos por um longo período de fraqueza, mas ainda há dúvidas sobre se a recuperação é sustentada”, afirma Patricia Pereira, economista da Mongeral Aegon Investimentos.

Nesta manhã, o IBGE informou que o volume de serviços prestados no país recuou 0,1% na passagem de outubro para novembro. Na semana passada, os dados de novembro da produção industrial frustraram as estimativas do mercado e a perspectiva para a atividade industrial em dezembro perdeu fôlego após dados de produção da Anfavea e números de rodovias da ABCR.

Patricia lembra que, com as expectativas de inflação ancoradas e com a perda de força dos preços de proteína animal após o salto do fim do ano passado, “o que parece é que os números de inflação do BC mostrados no RTI de dezembro estão velhos”. Para ela, “se pensarmos no sistema de metas de inflação, há espaço adicional para novos cortes nos juros”.

Embora os dados mais recentes tenham frustrado as estimativas de crescimento dos agentes do mercado, a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia divulgou sua projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano. Agora, a estimativa oficial do governo indica um crescimento de 2,40% em 2020 ante 2,32% projetados anteriormente.

O movimento fez com que o dólar apagasse os ganhos vistos no início do pregão e se firmasse em ligeira queda.