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Dólar tem maior série de baixas desde novembro em semana marcada por Copom e Fed

José de Castro
·3 minuto de leitura
Notas de dólar

Por José de Castro

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou na mínima em mais de três semanas nesta sexta-feira, engatando a quarta queda seguida e ficando abaixo de 5,50 reais, ao fim de uma semana marcada pelo tom mais firme do Banco Central na política monetária e por expectativa de ampla liquidez no mundo com os juros baixos nos Estados Unidos.

O real revezou com a lira turca o posto de moeda com melhor desempenho global nesta sessão, depois de os bancos centrais de Brasil e Turquia surpreenderem com elevações de taxas de juros acima do esperado nos últimos dois dias.

A divisa brasileira subiu 1,4% na semana, enquanto na Turquia --cujo BC promoveu um choque de juros com aumento de 200 pontos-base na taxa-- a lira saltou 4,8% na semana. Também ajudou o tom mais brando do banco central dos EUA sobre inflação, que reforçou expectativas de manutenção de juros perto de zero por vários anos --cenário que favorece mercados emergentes.

Aqui, o Copom elevou os juros em 0,75 ponto percentual, para 2,75% ao ano, ante taxa de 2,50% esperada. O BC indicou ainda mais altas na taxa Selic. Analistas avaliaram que a sinalização do BC é positiva para o câmbio, mas ponderaram que o real segue influenciado por outros fatores.

Evidência da instabilidade que ainda impera no mercado cambial, o dólar variou nesta sexta entre 5,565 reais (-0,04%) a 5,4492 reais (-2,12%).

Bernardo Zerbini, um dos responsáveis pela estratégia macro da gestora AZ Quest, lembrou que o comportamento do câmbio é muito influenciado pelo desempenho da moeda no exterior.

"É difícil afirmar que o dólar (no exterior) vai se enfraquecer. Os EUA vão crescer muito mais que outros países. Sobre a Covid, enquanto fora tudo parece estar meio parado, nos EUA a vacinação está acontecendo. Os EUA estão com cheiro de que serão o primeiro país a entrar numa vida normal", disse.

O índice do dólar subia 0,1% nesta sessão e tocou uma máxima em nove dias.

João Leal, economista da gestora Rio Bravo, chamou atenção para os reveses ao câmbio vindos do lado fiscal, avaliando que esse elemento limita a queda do dólar abaixo de 5,30 reais ou 5,35 reais.

"Não deve haver grande melhora na situação fiscal do país até o fim do ano", disse Leal. "Em setembro, outubro a discussão eleitoral vai estar bastante intensa. Isso vai contribuir para manter o câmbio (dólar) mais alto."

O dólar spot recuou nesta sexta-feira 1,50%, a 5,4839 reais na venda, menor patamar desde 24 de fevereiro (5,4219 reais). A moeda não caía por quatro sessões consecutivas desde as também quatro baixas entre 4 e 9 de novembro do ano passado.

O alívio nesta sexta empurrou o dólar para desvalorização de 1,36% no acumulado da semana. A moeda cai 2,12% em março, mas ainda sobe 5,63% em 2021.

O Itaú Unibanco destaca que, na próxima semana, o noticiário sobre a evolução da pandemia no Brasil continuará no radar dos investidores. "Nesse contexto, discussões sobre decretação de estado de calamidade pública serão acompanhadas de perto."

A decretação de estado de calamidade pública em 2020 liberou o governo de cumprir metas fiscais e permitiu aumento explosivo de gastos para combate à pandemia. Com isso, o déficit primário do governo central foi a um recorde de 743,087 bilhões de reais, 10% do Produto Interno Bruto (PIB), deixando ainda mais exposto o problema fiscal do Brasil, que vem afetando os mercados locais há anos.