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Dólar tem maior queda desde março e real é destaque no mundo com alívio em receios domésticos

·3 minuto de leitura
Notas de dólar e real

Por José de Castro

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em firme queda nesta terça-feira, a mais intensa desde março e que levou a cotação ao menor valor em 11 dias, com o real liderando os ganhos nos mercados globais de câmbio em meio a um alívio em temores fiscais domésticos.

O segundo dia seguido de rali nas commodities deu sua contribuição para a queda do dólar por aqui --e também no mundo--, além do pregão de otimismo nas bolsas de Nova York, mas foram comentários do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que soaram como música para o mercado.

Em evento da XP voltado para investidores, Lira descartou que o Congresso vá aprovar medidas que vão contra a responsabilidade fiscal ou calote no caso dos precatórios, para cujo problema ele garantiu que haverá solução dentro do teto de gastos. O presidente da Câmara também assegurou que nunca ouviu da equipe econômica qualquer proposta para retirada do pagamento dos precatórios do teto --instrumento que limita aumento das despesas públicas.

"A fala do presidente da Câmara trouxe alguma resposta para essa incerteza que o mercado tem demonstrado sobre o fiscal", disse Lucas Schroeder, diretor de operações da Câmbio Curitiba. "O investidor começa a ganhar confiança de novo no mercado brasileiro, desmontando posições a favor do dólar", completou.

Entre a mínima do fim de julho, em torno de 5,04 reais, e a máxima de agosto, por volta de 5,48 reais, o dólar futuro saltou 8,8%, turbinado pelo aumento dos ruídos político-fiscais no Brasil num período já de maior cautela no exterior.

Desde essa máxima de agosto, a moeda já devolveu cerca de 4,1%.

O contexto doméstico vem pressionando o dólar, mas um grande teste para a moeda norte-americana ocorrerá na sexta-feira, quando todos os holofotes do mercado financeiro global estarão voltados para o discurso virtual do líder do banco central dos EUA (Fed), Jerome Powell, no famoso simpósio econômico anual de Jackson Hole, nos EUA.

Investidores aguardam para ver se o Fed dará alguma indicação mais clara sobre quando começará a cortar estímulos monetários --os mesmos que inundaram o mundo de liquidez em 2020 e ajudaram a evitar uma ascensão ainda maior do dólar no Brasil e lá fora.

Nesta terça-feira, o dólar à vista caiu 2,25%, a 5,2613 reais na venda. A desvalorização é a mais forte desde 10 de março (-2,39%). O preço da moeda é o menor desde o último dia 13 (5,2461 reais).

Ao longo do pregão, o dólar variou de 5,3797 reais (-0,05%) a 5,2478 reais (-2,50%).

Com a queda desta terça, o dólar voltou a ficar abaixo da média móvel de 200 dias e está a um triz da média de 100 dias. Ambas são medidas consideradas, no contexto atual, como pontos de suporte, cujo rompimento poderia causar aceleração no ajuste da moeda.

No exterior, o índice do dólar contra uma cesta de divisas de países desenvolvidos caía 0,13%, estendendo a queda da véspera, enquanto Wall Street bateu novos recordes [.NPT]

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