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Real fecha semana atrás de pares em meio a persistente ruído fiscal

José de Castro
·3 minuto de leitura
Notas de real e dólar

Por José de Castro

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em leve queda nesta sexta-feira, dia mais fraco nas negociações de forma geral e com investidores evitando grandes mudanças de posicionamento antes do feriado bancário que manterá os mercados domésticos fechados durante o Carnaval.

O dólar spot caiu 0,26%, a 5,3739 reais na venda, após oscilar entre 5,4134 reais (+0,47%) e 5,3553 reais (-0,61%).

Na semana, a moeda norte-americana perdeu 0,21%. Em fevereiro, a divisa cai 1,91%, mas sobe 3,51% no acumulado do ano.

O real ficou para trás em relação a seus pares latino-americanos, numa semana marcada no mercado doméstico por ruídos de ordem fiscal, com mais pressão por volta do auxílio emergencial, o que ofuscou a aprovação da autonomia formal do Banco Central pela Câmara dos Deputados.

Na noite da véspera, o presidente Jair Bolsonaro reclamou, em transmissão pelas redes sociais, que o mercado fica "irritadinho" com declarações dele, em meio à admissão do governo que vai topar uma nova etapa do auxílio emergencial.

"A fala do presidente provavelmente denota que algo não muito responsável em termos fiscais pode surgir no horizonte de curto prazo", disse Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset.

O reconhecimento por Bolsonaro da necessidade de mais ajuda se estendeu ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que condicionou a volta do benefício à aprovação pelo Congresso de uma PEC do Orçamento de Guerra. Dias antes, Guedes havia mostrado mais restrição ao retorno do coronavoucher, dizendo que seria preciso travamento de outras despesas para tal.

O governo precisou ceder conforme cresceu a pressão do Congresso. O presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disse no começo desta semana que não se poderia vincular um novo auxílio emergencial a PECs que poderiam compensar aumento de gastos.

O risco de furo do teto de gastos é o tema central das análises de mercado sobre os rumos para a taxa de câmbio. Na quinta-feira, o Santander Brasil fez expressiva revisão de alta em sua estimativa para o dólar, em meio à deterioração das condições financeiras diante de riscos fiscais e do iminente retorno do auxílio emergencial. O banco projeta que o dólar fechará o ano em 5,20 reais (4,60 reais antes).

Mas o patamar do real embute excessivo prêmio de risco, que em parte deverá ser consumido ao longo do ano, avaliou o Bank of America. O BofA projeta que o dólar fechará 2021 em 5,10 reais, declínio de 5,1% ante a cotação de fechamento desta sexta.

Pelos cálculos dos estrategistas Gabriel Tenorio e Claudio Irigoyen, o real está perto de suas mínimas históricas --considerando a taxa real de câmbio em longo prazo. Do ponto de vista de médio prazo e ajustada por fundamentos macro, a taxa real de câmbio está cerca de 10% a 15% mais fraca que o valor "justo" de 4,8 reais.

O mercado de câmbio permanecerá fechado na segunda e terça, com retorno das operações às 13h (de Brasília) da quarta-feira.