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Dólar cai 2% ante real de olho em disputa eleitoral apertada nos EUA

Por Luana Maria Benedito
·3 minuto de leitura

Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar chegou a cair mais de 2% contra o real nesta quarta-feira, em meio a uma disputa eleitoral muito mais acirrada do que o esperado nos Estados Unidos, deixando os investidores ansiosos à espera de um resultado claro sobre quem será o próximo presidente da maior economia do mundo.

Às 15:37, o dólar recuava 1,91%, a 5,6506 reais na venda. Na mínima do dia, a moeda norte-americana caiu 2,03%, a 5,6442 reais, seu menor patamar intradiário desde 27 de outubro.

O contrato mais negociado de dólar futuro tinha queda de 1,87%, a 5,654 reais.

Contra uma cesta das principais moedas, o dólar tinha alta de cerca de 0,3%, cedendo algum terreno depois de ter disparado mais de 1,2% nas negociações overnight.

O peso mexicano e o rand sul-africano, dois dos principais pares do real, se recuperavam, saltando cerca de 1% depois de terem caído mais cedo.

À medida que os votos ainda eram contados, os mercados internacionais continuavam sem certeza sobre quando um resultado definitivo será anunciado.

"Há muita indefinição, não dá para bater o martelo", disse à Reuters Vanei Nagem, responsável pela mesa de câmbio da Terra Investimentos. "Parece que os mercados estão se acomodando", com a impressão de que não haverá grandes surpresas independentemente do resultado, acrescentou.

Luciano Rostagno, estrategista-chefe do banco Mizuho, destacou a performance superior do real em relação a seus pares emergentes, o que atribuiu à falta de confirmação de uma ampla vantagem do democrata Joe Biden contra o atual presidente, Donald Trump --cenário que era projetado por boa parte dos mercados.

Ainda que uma "onda azul", em que os democratas conquistariam a Casa Branca e uma maioria parlamentar, seja vista como um cenário positivo para emergentes, principalmente devido à maior probabilidade de aprovação de mais estímulos fiscais, o discurso de Trump está bem mais alinhado ao do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, disse Rostagno.

Segundo Sidnei Moura Nehme, economista e diretor-executivo da NGO Corretora, "a grande preocupação (em relação às eleições) é com a judicialização do resultado ainda não conhecido, e isto sim poderá estressar muito o ambiente global".

Mesmo sem a contabilização de todos os votos, Trump afirmou que venceu, que "eles" estão tentando roubar a eleição e que irá à Suprema Corte para lutar pela vitória se necessário.

Seu adversário, Joe Biden, declarou estar otimista sobre a vitória e pediu que todos os votos sejam contados, sem importar quanto tempo isso irá levar.

Enquanto isso, "tudo leva a crer que passada a concentração de atenção na eleição americana, ganhará dimensão maior no mundo a 'retomada' da crise da pandemia em seu segundo ciclo e as medidas de 'lockdown' e reações", disse Nehme. "No Brasil aflorarão as discussões políticas em torno da crise fiscal, no primeiro momento."

As dúvidas sobre como o governo financiaria um programa de assistência social sem furar o teto de gastos têm concentrado as atenções dos investidores locais, que também seguem descontentes com o caminhar da agenda de reformas estruturais.

Esse cenário, somado ao patamar extremamente baixo da taxa Selic e a um crescimento econômico fraco, deixam o dólar em alta de cerca de 40% contra o real no ano de 2020.

No lado positivo, analistas citavam como promissora a notícia de que o Senado aprovou na terça-feira a proposta que confere autonomia formal ao Banco Central, de forma a garantir que a instituição possa atuar sem risco de interferência político-partidária. O Bradesco disse em nota que a autonomia "deve contribuir para reduzir a volatilidade macroeconômica no Brasil".

A proposta segue agora para apreciação da Câmara dos Deputados.

Na última sessão, a moeda norte-americana à vista subiu 0,39%, a 5,7609 reais na venda.

O Banco Central fez nesta sessão leilão de swap tradicional em que vendeu 12 mil contratos para rolagem com vencimento em abril de 2021.