Mercado abrirá em 8 h 47 min
  • BOVESPA

    129.264,96
    +859,61 (+0,67%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.315,69
    -3,88 (-0,01%)
     
  • PETROLEO CRU

    73,70
    +0,04 (+0,05%)
     
  • OURO

    1.788,90
    +6,00 (+0,34%)
     
  • BTC-USD

    32.892,20
    -1.513,95 (-4,40%)
     
  • CMC Crypto 200

    794,28
    -56,06 (-6,59%)
     
  • S&P500

    4.224,79
    +58,34 (+1,40%)
     
  • DOW JONES

    33.876,97
    +586,89 (+1,76%)
     
  • FTSE

    7.062,29
    +44,82 (+0,64%)
     
  • HANG SENG

    28.486,87
    -2,13 (-0,01%)
     
  • NIKKEI

    28.846,09
    +835,16 (+2,98%)
     
  • NASDAQ

    14.136,75
    +6,75 (+0,05%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,9775
    +0,0022 (+0,04%)
     

Dólar cai 2% ante real de olho em disputa eleitoral apertada nos EUA

·3 minuto de leitura

Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar chegou a cair mais de 2% contra o real nesta quarta-feira, em meio a uma disputa eleitoral muito mais acirrada do que o esperado nos Estados Unidos, deixando os investidores ansiosos à espera de um resultado claro sobre quem será o próximo presidente da maior economia do mundo.

Às 15:37, o dólar recuava 1,91%, a 5,6506 reais na venda. Na mínima do dia, a moeda norte-americana caiu 2,03%, a 5,6442 reais, seu menor patamar intradiário desde 27 de outubro.

O contrato mais negociado de dólar futuro tinha queda de 1,87%, a 5,654 reais.

Contra uma cesta das principais moedas, o dólar tinha alta de cerca de 0,3%, cedendo algum terreno depois de ter disparado mais de 1,2% nas negociações overnight.

O peso mexicano e o rand sul-africano, dois dos principais pares do real, se recuperavam, saltando cerca de 1% depois de terem caído mais cedo.

À medida que os votos ainda eram contados, os mercados internacionais continuavam sem certeza sobre quando um resultado definitivo será anunciado.

"Há muita indefinição, não dá para bater o martelo", disse à Reuters Vanei Nagem, responsável pela mesa de câmbio da Terra Investimentos. "Parece que os mercados estão se acomodando", com a impressão de que não haverá grandes surpresas independentemente do resultado, acrescentou.

Luciano Rostagno, estrategista-chefe do banco Mizuho, destacou a performance superior do real em relação a seus pares emergentes, o que atribuiu à falta de confirmação de uma ampla vantagem do democrata Joe Biden contra o atual presidente, Donald Trump --cenário que era projetado por boa parte dos mercados.

Ainda que uma "onda azul", em que os democratas conquistariam a Casa Branca e uma maioria parlamentar, seja vista como um cenário positivo para emergentes, principalmente devido à maior probabilidade de aprovação de mais estímulos fiscais, o discurso de Trump está bem mais alinhado ao do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, disse Rostagno.

Segundo Sidnei Moura Nehme, economista e diretor-executivo da NGO Corretora, "a grande preocupação (em relação às eleições) é com a judicialização do resultado ainda não conhecido, e isto sim poderá estressar muito o ambiente global".

Mesmo sem a contabilização de todos os votos, Trump afirmou que venceu, que "eles" estão tentando roubar a eleição e que irá à Suprema Corte para lutar pela vitória se necessário.

Seu adversário, Joe Biden, declarou estar otimista sobre a vitória e pediu que todos os votos sejam contados, sem importar quanto tempo isso irá levar.

Enquanto isso, "tudo leva a crer que passada a concentração de atenção na eleição americana, ganhará dimensão maior no mundo a 'retomada' da crise da pandemia em seu segundo ciclo e as medidas de 'lockdown' e reações", disse Nehme. "No Brasil aflorarão as discussões políticas em torno da crise fiscal, no primeiro momento."

As dúvidas sobre como o governo financiaria um programa de assistência social sem furar o teto de gastos têm concentrado as atenções dos investidores locais, que também seguem descontentes com o caminhar da agenda de reformas estruturais.

Esse cenário, somado ao patamar extremamente baixo da taxa Selic e a um crescimento econômico fraco, deixam o dólar em alta de cerca de 40% contra o real no ano de 2020.

No lado positivo, analistas citavam como promissora a notícia de que o Senado aprovou na terça-feira a proposta que confere autonomia formal ao Banco Central, de forma a garantir que a instituição possa atuar sem risco de interferência político-partidária. O Bradesco disse em nota que a autonomia "deve contribuir para reduzir a volatilidade macroeconômica no Brasil".

A proposta segue agora para apreciação da Câmara dos Deputados.

Na última sessão, a moeda norte-americana à vista subiu 0,39%, a 5,7609 reais na venda.

O Banco Central fez nesta sessão leilão de swap tradicional em que vendeu 12 mil contratos para rolagem com vencimento em abril de 2021.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos