Mercado abrirá em 47 mins
  • BOVESPA

    112.273,01
    -43,15 (-0,04%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    54.521,43
    -253,48 (-0,46%)
     
  • PETROLEO CRU

    76,77
    -1,13 (-1,45%)
     
  • OURO

    1.920,50
    -18,70 (-0,96%)
     
  • BTC-USD

    22.869,77
    -400,87 (-1,72%)
     
  • CMC Crypto 200

    518,46
    -19,41 (-3,61%)
     
  • S&P500

    4.017,77
    -52,79 (-1,30%)
     
  • DOW JONES

    33.717,09
    -260,99 (-0,77%)
     
  • FTSE

    7.718,88
    -65,99 (-0,85%)
     
  • HANG SENG

    21.842,33
    -227,40 (-1,03%)
     
  • NIKKEI

    27.327,11
    -106,29 (-0,39%)
     
  • NASDAQ

    11.892,00
    -76,00 (-0,64%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,5120
    -0,0350 (-0,63%)
     

Dólar tem leve alta com mercado de olho em Fed, ministros de Lula e PEC da Transição

Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar teve leve alta frente ao real nesta quinta-feira, em sessão marcada por volatilidade conforme investidores aguardavam a reunião de política monetária do Federal Reserve e o anúncio dos ministros que comporão o governo eleito do Brasil, enquanto a tramitação da PEC da Transição seguia sob os holofotes.

A moeda norte-americana à vista fechou em alta de 0,18%, a 5,2157 reais na venda. A sessão foi de instabilidade, e o dólar foi de 5,2535 reais no maior patamar do dia (+0,90%) para 5,1913 na mínima (-0,29%).

Marcelo Boragini, sócio e especialista em renda variável da Davos Investimentos, disse à Reuters que o vaivém do dólar nesta sessão reflete "cautela e volatilidade" a nível global, conforme investidores aguardam a reunião de política monetária do Federal Reserve, na semana que vem, em busca de pistas sobre quão agressiva será a alta dos juros nos Estados Unidos daqui para frente.

"O Fed pode diminuir o 'pace' (ritmo), mas ter uma alta mais prolongada dos juros. A grande pergunta do mercado é: qual será a taxa terminal do Fed? O mercado está em compasso de espera", disse Boragini.

Ajudou a alimentar a volatilidade nesta quinta-feira o noticiário doméstico, disseram especialistas, depois que o Banco Central emitiu alerta em seu comunicado de política monetária na véspera, quando a autarquia disse que há elevada incerteza sobre o futuro do arcabouço fiscal do país e ressaltou que acompanhará com atenção o quadro das contas públicas.

O comunicado foi publicado depois que o Banco Central decidiu manter a Selic em 13,75% pela terceira vez consecutiva.

Grande parte dos riscos fiscais de curto prazo do Brasil está associada à PEC da Transição, aprovada na quarta-feira pelo Senado em dois turnos e por ampla margem de votos. O texto, que agora segue para a Câmara, expande por dois anos o teto de gastos em 145 bilhões de reais para o pagamento do Bolsa Família de 600 reais.

Embora o valor da PEC siga elevado aos olhos de muitos participantes do mercado, está abaixo dos 175 bilhões de reais inicialmente almejados pelo governo para custear seu programa de transferência de renda. Além disso, o desenho inicial da PEC previa duração de quatro anos, tempo que foi já foi reduzido pela metade.

"Os números da PEC estão dentro de uma expectativa mais positiva; pior seria se passasse a primeira proposta. Nesses níveis de valor e prazo, acho que o mercado aceita", avaliou Boragini.

Enquanto isso, investidores ficavam na expectativa do anúncio dos escolhidos do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva para comandar seus ministérios pelos próximos quatro anos. O petista decidiu antecipar para sexta-feira o anúncio de alguns ministros de seu governo cujos nomes ele já definiu, informou a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, nesta quinta-feira.

O foco do mercado está sobre a futura pasta da Fazenda, para a qual o favorito a ocupar o cargo é o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad.

"Acredito que, quando for anunciado o nome dele, o mercado vai reagir com preocupação", disse Boragini. No entanto, ele disse enxergar espaço para "surpresas positivas", como uma "dobradinha" que traga Haddad na Fazenda e um nome mais técnico no Ministério do Planejamento.

"Um nome técnico é o que o mercado mais gosta e precisa. Se ele (Lula) vier com alguma surpresa, algum nome que agrade de fato o mercado (no Planejamento), pode haver uma reação positiva", completou Boragini.