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Dólar tem forte queda e Bolsa sobe apesar de comunicado dos EUA sobre juros

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 24.01.2019 - Still de mão segurando cédulas de dólar, moeda oficial americana. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 24.01.2019 - Still de mão segurando cédulas de dólar, moeda oficial americana. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar iniciava esta quinta-feira (27) em forte desvalorização em relação ao real, enquanto o principal indicador da Bolsa de Valores brasileira mantinha a trajetória de alta dos últimos dias.

O Brasil desponta como um dos refúgios de investidores internacionais em um momento da economia global em que Estados Unidos prometem um forte aperto monetário e a China sinaliza medidas expansionistas.

Às 11h50, a moeda americana caía 1,32%, a R$ 5,37. O real contrariava a tendência internacional de aversão a risco desencadeada na véspera após sinalização mais dura do Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) sobre a expectativa para a elevação dos juros nos próximos meses.

A divisa brasileira tinha o melhor desempenho contra o dólar entre uma cesta de mais de 30 principais pares globais, segundo a Reuters.

O Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 1,15%, a 112.568 pontos. Ações de empresas exportadoras de materiais básicos e de grandes bancos, que estão entre as preferidas de investidores estrangeiros, puxavam a alta. Companhias de tecnologia e do varejo também apareciam entre os destaques.

Na véspera, o comitê de política monetária do Fed sinalizou o fim do programa especial de compra de títulos e uma alta dos juros para março. Até lá, a taxa segue praticamente zerada. A notícia era esperada. Mas a entrevista do presidente do banco central americano após a divulgação do comunicado balançou o mercado de ações em Nova York, que fechou em baixa após ter ensaiado uma recuperação ao longo do dia.

Jerome Powell adotou um tom duro e, ao mesmo tempo, pouco detalhado sobre a necessidade de elevar juros para combater a maior inflação enfrentada pelos americanos em quatro décadas.

"Os investidores estão se ressentindo da fala de Powell, que apesar do tom duro no combate à inflação, deixou um cenário muito incerto sobre os próximos passos", comentou Nicolas Borsoi, economista-chefe da Nova Futura.

Pietra Guerra, especialista de ações da Clear Corretora, diz que a fala de Powell tem levado parte do mercado a considerar que o Fed discutirá aumentos de juros nas próximas sete reuniões dos seus formuladores de política monetária até o fim do ano. Com isso, o mercado estaria considerando até cinco elevações da taxa em 2022.

Há uma aparente contradição nas altas do Ibovespa e do real frente ao dólar no momento em que o Fed sinaliza medidas que tiram liquidez do mercado global, pois isso deveria desfavorecer investimentos em ativos mais arriscados, como ações de empresas em mercados emergentes.

Parte da explicação está no que uma análise da agência Bloomberg classificou nesta quarta-feira (26) como "nova era", quando a China entrega estímulos econômicos e os Estados Unidos retiram.

Em contrate com o Fed, o Banco do Povo da China anunciou estímulos para aquecer a economia castigada em 2021 por paralisações de atividades para a contenção do coronavírus e por um tombo no mercado imobiliário, provocado pela crise de uma gigante do setor, a incorporadora Evergrande.

Esse contexto favorece exportadores de commodities para a China, como Austrália e seus vizinhos asiáticos, diz a Bloomberg.

O Brasil, além de ser um grande exportador de materiais básicos como o minério de ferro, também tem a China como o seu principal parceiro comercial.

Ainda no campo das commodities, o preço do petróleo segue escalando na esteira da crise envolvendo a Rússia, que ameaça invadir a Ucrânia.

O barril do Brent avançava 1,14%, a US$ 90,99 (R$ 494,23). A cotação está no maior patamar desde 2014. As ações da Petrobras subiam 2,01%.

"Vale ressaltar que a Rússia é responsável pela produção de 40% do gás na Europa e que o continente está no inverno. As pessoas por lá precisam, literalmente, do gás natural para se aquecer", comentou Pietra Guerra, da Clear.

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