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Dólar tem dia de instabilidade com noticiário sobre covid-19 e Powell

Lucas Hirata

Investidores acompanham cena externa O mercado de câmbio enfrenta nesta terça-feira um dia de instabilidade, com movimentos bastante sensíveis ao noticiário no exterior. Depois de operar em forte queda nos primeiros negócios do dia, o movimento de alívio no dólar perdeu força e a moeda americana passou a subir contra o real no fim da manhã, chegando a tocar a marca de R$ 5,21.

Às 16 horas, o dólar comercial avançava 1,29%, aos R$ 5,2085, depois de tocar R$ 5,2110 na máxima do dia. Com isso, a moeda americana se distancia das mínimas da sessão, quando chegou a operar a R$ 5,0484.

Também foi observada uma instabilidade maior em outros mercados emergentes. O dólar chegou a subir contra os principais pares do real, mas agora mostra sinais divergentes.

A busca por proteção ocorre com a notícia de que Pequim está elevando o nível de alerta com a covid-19, o que intensifica a preocupação com uma segunda onda de contágio da doença na segunda maior economia do mundo.

Em paralelo, os investidores também acompanham a apresentação do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Jerome Powell, no Senado dos Estados Unidos, elemento que acaba trazendo instabilidade adicional para ativos de risco em todo o mundo. Powell disse hoje que a autoridade monetária dos EUA ajustaria a compra de títulos corporativos com base nas condições do mercado e que não queria atropelar o mercado de títulos.

As taxas dos juros futuros, por sua vez, voltaram a registrar hoje oscilações bastante contidas ao longo da manhã. Depois de abrirem em queda, refletindo o ambiente mais favorável ao risco em todo o mundo, as taxas chegaram a mostrar um aumento do prêmio de risco com informações sobre novos casos de contágio da covid-19 e a fala de Powell. No entanto, os movimentos são bastante limitados pela proximidade da decisão de política monetária no Brasil, que acontece na quarta-feira.

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