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Dólar supera R$5,74 por aversão a risco e fica a menos de 1% de recorde do ano

·3 min de leitura
Nota de um dólar

Por José de Castro

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar começou a penúltima semana do ano em firme alta, confortavelmente acima de 5,70 reais e fechando na máxima em nove meses, alavancado pelo clima arisco no exterior, mas também por incertezas sobre o Orçamento no Brasil em meio a um cada vez mais carregado noticiário eleitoral doméstico.

O dólar à vista saltou 1,06% nesta segunda-feira, a 5,745 reais na venda, maior patamar desde 30 de março (5,7588 reais).

A cotação operou em alta por toda a sessão e acelerou fortemente os ganhos na reta final, renovando sucessivamente os picos. No dia, a moeda variou de 5,6900 reais (+0,10%) a 5,747 reais (+1,10%%).

A demanda por dólar --ativo considerado de segurança-- se deu num dia bastante negativo nos mercados financeiros globais, devido a temores agudizados de que a variante Ômicron do coronavírus --tida como de disseminação rápida-- possa forçar a adoção de mais medidas de restrição em mais países, potencialmente afetando a recuperação econômica global.

Sinal disso, o petróleo despencou, pela percepção de que o mundo demandará menos energia. As bolsas de Nova York afundavam mais de 1%, variação expressiva para os padrões locais. Moedas portos seguros, como iene e franco suíço, valorizavam-se.

O rali do dólar por aqui não atraiu o Banco Central, diferentemente de sessões passadas, em que a autoridade monetária interveio para prover liquidez ao mercado, após desde novembro o país ter perdido quase 6 bilhões de dólares em câmbio contratado.

A menos de duas semanas do fim do ano, o dólar sobe 1,92% em dezembro, elevando os ganhos em 2021 para 10,66%. A moeda caminha a passos largos para engatar o quinto ano consecutivo de valorização.

O fechamento desta segunda-feira deixou o dólar a apenas 0,83% da máxima do ano --de 5,7927 reais, alcançada em 9 de março-- e a 2,72% do recorde de 5,9012 reais batido em 13 de maio de 2020.

"O único rali possível até agora é o do dólar", disse um analista de um banco estrangeiro. "(O real) está volátil, disfuncional e perdendo para todos os pares exceto lira (turca)", completou. "É uma combinação de políticas erradas, fluxo mais forte (de saída), riscos que foram amplificados na curva pelo BC e falta de expectativa de crescimento por conta do juro alto."

O Goldman Sachs considera que na América Latina o peso chileno --que despencou nesta segunda-feira após a eleição de um candidato de esquerda para Presidência-- e o real são as moedas com maior prêmio de risco atualmente. A relação retorno/volatilidade da taxa de câmbio brasileira está entre 0,6 e 0,8, portanto, abaixo do padrão histórico, indicando que o real está menos interessante agora.

Somando-se às incertezas externas e turbinando ainda mais o dólar, o mercado analisou as notícias sobre a votação do Orçamento de 2022. A votação do relatório final, que estava prevista para ocorrer às 10 horas desta segunda-feira pela Comissão Mista de Orçamento (CMO), foi adiada para a terça-feira para que os parlamentares possam fazer ajustes ao texto. A presidente da CMO, senadora Rose de Freitas (MDB-ES), citou questionamentos técnicos quanto ao parecer do relator.

Ao mesmo tempo, as movimentações eleitorais estão cada vez mais notáveis.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (sem partido) se encontraram em jantar em São Paulo no domingo, em meio a rumores sobre chapa conjunta e à dianteira folgada do petista nas mais recentes pesquisas de intenção de voto.

À Reuters, o ex-presidente disse: "Estou de volta ao jogo, quero jogar, quero ganhar porque tenho certeza que eu posso melhorar a vida desse povo".

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