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Dólar sobe a R$ 5,66 e Bolsa cai após Guedes pedir licença para furar teto por Auxílio Brasil de R$ 400

·4 min de leitura
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 24.01.2019 - Still de mão segurando cédulas de dólar, moeda oficial americana. (Foto: Gabriel Cabra/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 24.01.2019 - Still de mão segurando cédulas de dólar, moeda oficial americana. (Foto: Gabriel Cabra/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar subiu 1,88%, a R$ 5,6670, nesta quinta-feira (21), após ter alcançado a máxima de R$ 5,6910 às 15h19, uma alta de 2,31% em relação ao fechamento da véspera. A Bolsa de Valores brasileira, que chegou a cair 4,57%, à mínima de 105.713 pontos, fechou em queda de 2,75%, a 107.735 pontos.

Os mercados refletiram os temores sobre o risco fiscal após o próprio ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta quarta-feira (20), falar em licença para gastar fora do teto, regra que limita o crescimento das despesas públicas.

A medida é vista pelo governo como uma forma de viabilizar o valor de R$ 400 do novo Bolsa Família, o Auxílio Brasil. O ministro afirmou ainda que o governo quer ser popular, não populista, e que a decisão de furar o teto é política.

Em meio à turbulência gerada pelas declarações do ministro, os juros futuros aumentaram os prêmios, com o DI para janeiro de 2025 em alta de quase 60 pontos-base, a 11,48% ao ano.

A percepção do mercado sobre o risco de inadimplência do país, medido pela valorização dos contratos de CDS (Credit Default Swap) com prazo de vencimento de cinco anos, avançou 6,05%, a 226,20 pontos, o patamar mais alto desde março.

Investidores já estavam preocupados com a saúde das contas públicas brasileiras desde que o governo sinalizou a intenção de romper o teto para garantir para ampliar o Bolsa Família. Alguns analistas já projetavam que o dólar passaria a testar a barreira dos R$ 6 diante desse cenário.

O valor de R$ 400, acima dos R$ 300 estimados anteriormente, é uma exigência do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), preocupado com a popularidade às vésperas da campanha eleitoral. A adesão do próprio Guedes à proposta de furar o teto de gastos, no entanto, piorou o cenário na avaliação dos investidores.

Pela manhã, ativos brasileiros cotados no exterior também registraram queda devido à fala de Guedes na véspera.

Contratos de real transacionados na CME (Bolsa Mercantil de Chicago) caíam 1,4%, com US$ 1 valendo R$ 5,63. Em Paris, um ETF (Exchange Traded Fund, também conhecido como índice de fundo) que acompanha o Ibovespa, principal indicado da Bolsa brasileira, perdia 3,4%, maior queda desde o início de setembro e indo em direção ao menor patamar desde março passado.

O ministro afirmou que a discussão sobre o Auxílio Brasil envolve duas possibilidades no momento: revisar os índices de correção que impactam o teto de gastos ou pedir uma licença para fazer um gasto temporário até o fim de 2022.

Na terça-feira (19), quando a determinação do presidente para o aumento de gastos veio à tona, o Ibovespa, índice de referência da Bolsa, caiu 3,28%, a 110.672 pontos, chegando a recuar 3,91% durante a tarde, quando atingiu a mínima de 109.947 pontos.

Para analistas, Guedes jogou a toalha ao abrir espaço para a ala política do governo decidir sobre o aumento de gastos, deixando de ser a última barreira para a implosão do alicerce fiscal do país.

A disparada do dólar e dos juros futuros, além do aumento do risco-país, são as consequências imediatas da percepção do mercado sobre o desequilíbrio das contas públicas, levando o país a um conhecido ciclo que combina inflação e baixo crescimento, segundo Rodrigo Marcatti, especialista da Veedha Investimento.

"Os juros futuros estão explodindo a patamares inimagináveis há dois meses", diz Marcatti. "A situação de perda do alicerce fiscal pode gerar mais inflação, que gera mais alta nos juros, e a gente entra naquele ciclo conhecido de Brasil", afirma.

O aumento dos gastos do governo obrigará o Banco Central a continuar acelerando a alta da taxa básica de juros (Selic) até as eleições em outubro de 2022, avalia Paulo Duarte, economista-chefe da Valor Investimentos. "Até pela queda da popularidade do presidente Jair Bolsonaro, a tendência é isso se intensificar com a aproximação das eleições", diz.

O exterior ajudou pouco nesta quinta, dia em que alguns dos principais mercados operaram em baixa em meio a renovados temores relacionados ao mercado imobiliário chinês.

Nos Estados Unidos, os índices passaram a se recuperar perto do fechamento no pregão. O Dow Jones caiu 0,02, enquanto S&P e Nasdaq subiram 0,30% e 0,62%, respectivamente.

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