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Dólar sobe a R$ 5,38 com PEC e pedido do PL para invalidar votos

***ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 06-12-2017: Cédulas de dólar. (Foto Gabriel Cabral/Folhapress)
***ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 06-12-2017: Cédulas de dólar. (Foto Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Bolsa, câmbio e juros voltaram a dar a medida da preocupação de investidores com as turbulências geradas pela troca de governo no país, em um dia em que o Brasil andou na contramão de um mercado externo positivo.

O dólar comercial à vista fechou em alta de 1,26%, cotado a R$ 5,3790 na venda. Em um dia de desvalorização global da moeda americana, o real entregou o pior retorno à vista em comparação às principais divisas de países emergentes.

A taxa de juros DI para 2024, referência para o crédito de curto prazo, voltou a subir após uma pausa na véspera, passando de 14,26% para 14,35% ao ano.

Criando mais ruído em um ambiente de negócios já tumultuado pelo debate sobre a PEC da Transição, o PL, partido de Jair Bolsonaro, pediu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), mesmo sem apresentar provas de fraude, a invalidação de votos depositados em parte das urnas.

Em resposta, o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, determinou que o PL adicione em seu pedido de anulação de votos as urnas eletrônicas também utilizadas no primeiro turno das eleições.

Ao ampliar o escopo da ação do PL, Moraes busca emparedar o partido. A legenda de Bolsonaro foi a que mais cresceu nas eleições e, no primeiro turno do pleito, se converteu na maior bancada na Câmara (99 deputados) e no Senado (14 senadores). Ou seja: caso insista na tese, o PL estaria endossando uma ação judicial que, em tese, tem potencial de prejudicar as vitórias eleitorais do próprio partido.

"A queda dos juros do Tesouro dos Estados Unidos aliviou a pressão sobre as moedas, mercados de ações e matérias-primas em geral. O exterior teve um dia bom. O Brasil segue tumultuado e na contramão. Há o debate sobre a PEC e, agora, a questão do Bolsonaro pedindo a recontagem dos votos, o que acabou pressionando um pouco o dólar", comentou Francisco Levy, estrategista-chefe da Empiricus Investimentos.

"Na última semana a postura do Lula sobre o teto de gastos gerou mal-estar e, agora, essa questão da recontagem dos votos que, sinceramente, acho que não vai dar em nada, mas é um ruído em um ambiente já ruim", disse.

João Lucas Tonello, analista da Benndorf Research, também destacou o impacto sobre a taxa de câmbio do pedido de anulação parcial de votos.

"Próximo ao final do pregão dólar renovou a cotação máxima no dia, após notícia de que presidente Jair Bolsonaro e Valdemar Costa Neto, presidente do PL, protocolaram no TSE uma representação que busca anulação de votos na eleição presidencial em modelos de urnas", comentou.

BOLSA CAI 0,65% PRESSIONADA POR PETROBRAS

Referência da Bolsa de Valores, o índice Ibovespa caiu 0,65%, aos 109.036 pontos, recuperando parte da perda que passou de 1% ao longo da sessão.

O desempenho foi na contramão do exterior. Nos Estados Unidos, os principais índices de ações subiram. O indicador de referência para o mercado de Nova York, o S&P 500, avançou 1,36%. Dow Jones e Nasdaq ganharam 1,18% e 1,36%, respectivamente.

Expectativas sobre redução do pagamento de dividendos e incertezas quanto à mudança na condução da Petrobras levaram as ações da companhia a cair até cerca de 5% durante o dia, mas houve recuperação parcial enquanto o preço do petróleo subia no mercado internacional.

A Arábia Saudita informou que a Opep+ (cartel de países produtores e aliados) manterá cortes na produção e poderia tomar outras medidas para equilibrar o mercado. Isso levava o barril do petróleo Brent a uma alta de 1,22% no final da tarde, aos US$ 88,52 (R$ 472,10).

Papéis mais negociados neste pregão, as ações preferenciais da Petrobras fecharam em queda de 0,77%. Já os títulos ordinários tiveram leve alta de 0,05%.

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá promover a troca na presidência da Petrobras, dando início a mudanças mais profundas na companhia.

Lula planeja uma ampla troca no primeiro e segundo escalões da companhia e que pelo menos parte dos elevados dividendos sendo pagos pela estatal a acionistas na onda da alta do petróleo sejam direcionados a investimentos.

A equipe de transição de Lula também quer suspender todos os procedimentos na esfera de óleo e gás, que estão no rol de responsabilidades da Petrobras, inclusive privatizações, como a do gasoduto Bolívia-Brasil.

Além disso, analistas do UBS BB cortaram a recomendação dos papéis para "venda", de "compra" anteriormente, bem como ceifaram o preço-alvo das preferenciais de R$ 47 para R$ 22, em relatório divulgado no final da segunda-feira (21).

Eles argumentaram que começaram a cobertura de Petrobras com uma visão positiva em 2016, que foi mantida na maior parte desde então, na esteira de fatores como uma mudança de dívida para patrimônio a partir de melhora operacional de caixa livre e desinvestimentos, além de pagamentos significativos de dividendos.

Os analistas do UBS BB citaram "três pontos transformacionais" para justificar o rebaixamento duplo na recomendação das ações: preço dos combustíveis, investimentos e despesas gerais.

"Nada disso está claro por enquanto; no entanto, os primeiros comentários da equipe de transição fornecem algumas informações e, olhando para o passado da Petrobras, nos tornamos substancialmente mais cautelosos."

Em relatório também divulgado no final da segunda-feira, analistas do Itaú BBA alertaram que uma potencial mudança na política de preços da empresa pode resultar em impactos consideráveis (especialmente se uma política de preços baseada em custos de produção for adiante).

"Dada a falta de clareza sobre o futuro da política de preços da empresa, acreditamos que este seja um grande risco para a história de investimento da Petrobras", afirmaram.