Mercado fechado
  • BOVESPA

    121.113,93
    +413,26 (+0,34%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.726,98
    +212,88 (+0,44%)
     
  • PETROLEO CRU

    63,07
    -0,39 (-0,61%)
     
  • OURO

    1.777,30
    +10,50 (+0,59%)
     
  • BTC-USD

    57.714,61
    -4.390,32 (-7,07%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.398,97
    +7,26 (+0,52%)
     
  • S&P500

    4.185,47
    +15,05 (+0,36%)
     
  • DOW JONES

    34.200,67
    +164,68 (+0,48%)
     
  • FTSE

    7.019,53
    +36,03 (+0,52%)
     
  • HANG SENG

    28.969,71
    +176,57 (+0,61%)
     
  • NIKKEI

    29.683,37
    +40,68 (+0,14%)
     
  • NASDAQ

    14.024,00
    +10,00 (+0,07%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,6943
    -0,0268 (-0,40%)
     

Dólar sobe para R$ 5,52 após demissão de presidente do BC turco

·4 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar fechou em alta de 0,6%, a R$ 5,5180, nesta segunda-feira (22). A desvalorização do real acompanhou a da lira turca em um movimento de aversão ao risco de moedas emergentes. O dólar chegou a subir 17,4% contra a lira na sessão, depois que o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, substituiu o presidente do banco central local por um crítico da alta de juros no sábado (20). Foi a terceira vez desde meados de 2019 que Erdogan —que pediu por taxas baixas diversas vezes— demitiu o presidente do banco central turco. O presidente demitido, Naci Agbal, nomeado há menos de cinco meses, havia conquistado elogios do mercado por aumentar agressivamente a taxa básica de juros em mais de 875 pontos, para 19%, a mais alta entre as grandes economias. A moeda americana, porém, perdeu força e fechou em alta de 7,86% em relação à lira, a 7,779 liras por dólar, de acordo com dados da Bloomberg, Segundo Dan Kawa, sócio da TAG Investimentos, "o problema da Turquia é pontual e localizado" e não tem "semelhanças com outros países", mas que, no curto prazo, a forte depreciação dos ativos do país pode levar a algum contágio a outros mercados por "efeitos técnicos de redução de posições relativas e absolutas, assim como para fins de redução de risco", escreveu no Twitter. O rublo russo, o real e o peso mexicano, acompanham a lira e se desvalorizam nesta segunda. Além de impactar o real, a mudança no BC turco também teve efeito na curva de juros brasileira, deixando os juros de longo prazo mais altos nesta segunda. Juros futuros são taxas de juros esperadas pelo mercado nos próximos meses e anos. São a principal referência para o custo de empréstimos que são liberados atualmente, mas cuja quitação ocorrerá no futuro. Em um sinal de aversão a risco do mercado e de alta da Selic no curto prazo, os juros futuros têm ficado mais altos. O juro para outubro de 2025 foi de 7,828% na sexta para 7,978% nesta segunda. A taxa para janeiro de 2033 foi de 8,712% para 8,862%. "Ao que tudo indica este tom cauteloso deve ser o tom da semana uma vez que não há nenhuma 'boa notícia' no curto prazo apesar do esforço do Ministério da Economia em encaminhar as reformas", afirma André Perfeito, economista-chefe da Necton. Segundo o economista, a estimativa do mercado de juros maiores, segundo o relatório Focus desta segunda, também pressionou os juros. O mercado elevou suas projeções para a taxa básica de juros neste ano e no próximo depois de o Banco Central ter sinalizado novo aperto monetário, ao mesmo tempo em que o cenário para a inflação voltou a piorar, chegando perto de 5% em 2021. Especialistas consultados veem agora a Selic a 5% ao final de 2021 e a 6% em 2022 na mediana das projeções, de 4,50% e 5,50% respectivamente no levantamento anterior. Na semana passada, o BC elevou a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual, para 2,75%, e disse que deve promover um novo aperto de igual magnitude em sua próxima reunião em maio, ressaltando uma piora nas projeções para a inflação, em meio às incertezas geradas pela pandemia. Para o PIB (Produto Interno Bruto), as estimativas de crescimento são agora de 3,22% e 2,39% em 2021 e 2022 respectivamente, de 3,23% e 2,39% antes. O Ibovespa acompanhou o viés negativo e fechou em queda de 1,07%, a 114.978 pontos, após subir 1,8% na semana passada. Estrategistas do Credit Suisse reduziram a recomendação para Brasil no grupo de mercados emergentes em estratégia global, citando preocupações políticas, a posição fiscal do país e o impacto da Covid-19. No fim de semana, economias, ex-presidentes do Banco Central, ex-ministros, empresários e outros nomes conhecidos do mercado financeiro assinaram uma carta cobrando do governo aceleração do ritmo de vacinação e outras medidas. Nos Estados Unidos, as ações de tecnologia subiram e impulsionaram os principais índices acionários. O S&P 500 subiu 0,7%, Dow Jones, 0,32% e Nasdaq, 1,23%.