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Real tem melhor mês de 2020, mas dólar sobe 30% no ano

Marcelo Osakabe
·2 minuto de leitura

A moeda americana fechou o dia negociada a R$ 5,2170, alta de 1,15%, influenciada ainda pela ressurgência de casos da covid-19 em países da Ásia e da Europa O forte enfraquecimento do dólar nas últimas semanas, embalado na promessa de ampla liquidez do Federal Reserve e também da perspectiva mais otimista dos investidores com a recuperação da economia global, fez o real registrar em julho o seu melhor mês do ano. Mesmo fechando em alta de 1,15% nesta sexta-feira, a R$ 5,2170, a moeda americana acumulou baixa de 4,09% em julho, o melhor desempenho desde dezembro de 2109, quando anotou queda de 5,42%. Apesar disso, a moeda americana ainda acumula valorização de 30,11% no ano. Hoje, o pregão foi de cautela e ajustes de fim de mês em praticamente todos os ativos de risco aqui e lá fora, influenciado ainda pela ressurgência de casos da covid-19 em países da Ásia e da Europa. “Mercados estão pesando o noticiário negativo sobre a covid-19 com balanços bastante positivos”, dizem analistas do Brown Brothers Harriman em nota. “A alta dos casos pode levar Hong Kong a adiar as eleições legislativas, ao passo que Tóquio estuda declarar emergência. No Reino Unido, o governo voltou a baixar medidas mais restritivas de circulação em algumas partes do país.” Ainda assim, a expectativa geral é de que o dólar global deva retomar sua trajetória de enfraquecimento. Além do pacote de estímulo fiscal da União Europeia, que fortalece o euro, analistas avaliam que existe possibilidade de o Federal Reserve anunciar algum novo tipo de estímulo nos próximos encontros, o que tende a enfraquecer ainda mais a moeda americana. No Brasil, onde a retomada das discussões acerca da reforma tributária contribuiu para a boa performance da moeda brasileira, o cenário de “dólar fraco” deve continuar ajudando o câmbio local a recuperar o terreno perdido. “O dólar continua tendência de queda por aqui. Vemos um objetivo de curto prazo perto de R$ 4,90, mas não descartamos a possibilidade de o câmbio voltar a estressar, retornando momentaneamente para perto de R$ 5,30", diz José Faria Junior, diretor da WIA Investimentos. Um dos potenciais motivos para um repique no câmbio é a reunião do Copom na próxima semana. “Todos esperam corte de juros, mas se o Copom mantiver a porta aberta para novas reduções, será negativo para o real". Chris Ratcliffe/Bloomberg