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Dólar sobe na abertura após críticas de Lula a BC independente

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 06.12.2017 - Cédulas de dólar. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 06.12.2017 - Cédulas de dólar. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar à vista exibia alta de mais de 1% ante o real nos primeiros negócios desta quinta-feira (19), após críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à independência do Banco Central.

No exterior, a moeda norte-americana se enfraquecia ante uma cesta de moedas fortes, mas avançava frente algumas das principais dividas emergentes.

Às 9h14 (horário de Brasília), o dólar à vista avançava 1,48%, a R$ 5,2379 na venda.

O mercado espera também discurso de Lael Brainard, vice-presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, depois que outros dirigentes da autoridade monetária sinalizaram, nesta quarta-feira (18), que os juros vão subir para um patamar acima de 5%, o que elevou o dólar e os juros no mercado local.

O dólar comercial à vista fechou em alta de 1,07% a R$ 5,161, depois de ter chegado a R$ 5,06 na mínima do dia, pela manhã.

A Bolsa fechou em alta nesta quarta impulsionada por Vale e bancos, com melhora nas perspectivas para a China e novidades sobre o caso Americanas. O Ibovespa fechou em alta de 0,70%, aos 112.228 pontos.

Os juros apresentam oscilação, e os vencimentos mais longos fecharam em alta, refletindo, além do noticiário nos Estados Unidos, a cautela com a intenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de aumentar o salário mínimo acima dos R$ 1.302 previstos no Orçamento.

Os contratos com vencimento em 2024 caíram de 13,48% no fechamento desta terça-feira (17) para 13,47%. Para 2025, os juros subiram de 12,51% para 12,58%. Para 2027, a taxa avança de 12,36% para 12,45%.

A ação ordinária da Vale fechou em alta de 1,31%, e foi seguida pelas siderúrgicas listadas no Ibovespa. Há uma expectativa de aceleração na reabertura da economia chinesa após o feriado do ano novo lunar, que começa no próximo sábado (21) e dura uma semana.

Os desdobramentos do caso Americanas também influenciou o mercado de ações nesta quarta-feira. A ação ordinária da varejista caiu 8,42%, mas os bancos, que têm mais peso no Ibovespa, subiram.

O BTG Pactual conseguiu um mandato de segurança contra a projeção conseguida na semana passada pela Americanas na Justiça, segundo apurou a Folha. Com isso, as Units do banco fecharam em alta de 2,21%.

Os outros grandes bancos, que são credores da Americanas, também subiram. As Units do Santander fecharam em alta de 2,77%, e as ações preferenciais do Itaú Unibanco avançaram 1,80%. Os papéis preferenciais e ordinários do Bradesco tiveram valorização de 1,50% e 1,08%, respectivamente.

Sobre as contas públicas, as atenções se voltam para as discussões sobre o valor do salário mínimo. O presidente Lula teve reunião com sindicalistas nestas quarta-feira, com participação do ministro do Trabalho, Luiz Marinho.

Depois de abrirem em alta, os principais índices de ações dos Estados Unidos encerraram o dia em baixa. O Dow Jones recuou 1,81%, enquanto S&P 500 e Nasdaq tiveram quedas de 1,56% e 1,24%, respectivamente.

A situação no mercado americano piorou após declarações dadas por dirigentes do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos. James Bullard e Loretta Mester sustentaram que os juros ainda não estão em um patamar que force uma queda da inflação para níveis próximos da meta, de 2% ao ano.

No ano passado, a inflação ao consumidor nos Estados Unidos ficou em 6,45%, e para Bullard, o Fed pode elevar a taxa para um patamar entre 5,25% e 5,50%, ante os 4,25% a 4,50% atuais.

Segundo informações do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, as vendas no varejo caíram 1,1% em dezembro ante novembro. O dado inclui lojas físicas e online, além de restaurantes. Em novembro, as vendas já haviam recuado 1% ante outubro.

Outros dados divulgados após a abertura dos negócios nos Estados Unidos, como a queda de 2% na produção de máquinas para empresas e a desaceleração nos preços industriais, acenderam um alerta sobre os riscos de recessão no país