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Dólar sobe mais de 2% e encosta em R$ 5,60

·3 minutos de leitura
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, BRASIL - 09-05-2015 - Gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM & F Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo. (Diego Padgurschi /Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, BRASIL - 09-05-2015 - Gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM & F Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo. (Diego Padgurschi /Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar teve o quarto pregão seguido de alta nesta quarta-feira (23), com valorização de 2,24%, a R$ 5,5920, maior valor desde 26 de agosto, quando estava a R$ 5,62. O turismo está a R$ 5,88.

Segundo analistas, o movimento reflete uma combinação da força internacional da moeda, impulsionada pela desaceleração na atividade econômica nos Estados Unidos e aumento de novos casos de Covid-19 na Europa, com a preocupação com o cenário fiscal brasileiro, que eleva o risco no país e enfraquece o real.

"Temos um déficit fiscal grande, dificuldade de celeridade nas reformas e a prévia da inflação que veio maior que o esperado pelos economistas", diz Cristiane Fensterseifer, analista da Spiti.

O real teve o pior desempenho entre emergentes na sessão, a despeito de dados melhores das contas externas. O Brasil registrou superávit em transações correntes pelo quinto mês seguido em agosto, levando o déficit em 12 meses ao menor patamar desde junho de 2018.

Números melhores nas contas externas em tese significam fundamentos mais robustos e menor pressão do lado de oferta de moeda, mas o câmbio contratado segue exibindo fortes saídas de recursos, especialmente na conta financeira, por onde passam fluxos para portfólio, empréstimos, remessas, entre outros.

Apenas na semana passada, o país perdeu na conta financeira US$ 2,880 bilhões, elevando o déficit em setembro para US$ 3,066 bilhões. No ano, o rombo soma US$ 50,714 bilhões.

Além disso, na terça (22), o Ministério da Economia divulgou estimativa de que as contas federais vão encerrar 2020 com um rombo de R$ 861 bilhões, o pior resultado da série histórica.

Apesar da forte alta do dólar na sessão, Banco Central não interveio no mercado. A última vez que o BC atuou de maneira mais incisiva no câmbio foi na segunda quinzena de agosto, quando o dólar oscilava perto dos atuais patamares.

"O que tenho dificuldade de entender é a torcida do Banco Central para o câmbio se estabilizar ao invés de subir uma barreira em algum preço, uma vez que ele já está contaminando a inflação e isso pode tirar o carro dos trilhos", afirmou Luiz Fernando Alves, sócio do Fundo Versa.

O pregão foi marcado por ampla aversão a risco no mundo com o salto em casos de Covid-19 na Europa e queda das ações de tecnologia nos Estados Unidos. A Bolsa americana Nasdaq caiu 3%, Dow Jones, 1,9% e S&P 500, 2,4%.

A empresa de dados IHS Markit disse nesta quarta que seu índice PMI Composto preliminar, que acompanha os setores de manufatura e serviços dos EUA, caiu para 54,4 em setembro, ante leitura de 54,6 em agosto -um resultado acima de 50 indica crescimento e, abaixo, contração.

Segundo o levantamento, os ganhos nas fábricas foram compensados por um recuo nas indústrias de serviços, sugerindo perda de ímpeto para a economia à medida que o terceiro trimestre chega ao fim e a pandemia de Covid-19 permanece.

Enquanto a atividade desacelera, no Congresso americano continua o impasse por mais estímulos. Segundo o Goldman Sachs, na ausência delas, um novo ânimo na economia dos EUA dependerá de uma vacina contra o Covid-19.