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Dólar sobe após 'onda da direita' frustrar mercado nos EUA

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 06.12.2017 - Cédulas de dólar. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 06.12.2017 - Cédulas de dólar. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A frustração de investidores internacionais com o desempenho abaixo do esperado do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato provocava valorização global do dólar e tirava força da maior parte dos mercados de ações, incluindo o brasileiro.

Em vez de uma onda vermelha (essa é a cor do partido que representa a direita nos EUA), o resultado na manhã desta quarta-feira (9) era uma ligeira vantagem republicana na Câmara e indefinição no Senado, segundo a agência Bloomberg.

A força dos democratas reduz expectativas de participantes do mercado por uma condução mais conservadora na economia que, em tese, poderia limitar gastos públicos da gestão do presidente Joe Biden.

O sentimento de aversão ao risco interrompia uma sequência de três dias de alta da Bolsa de Nova York e gerava maior procura por investimentos de renda fixa ligados ao Tesouro dos Estados Unidos, o que consequentemente torna o dólar mais caro no resto do mundo.

Às 12h50 no mercado de câmbio do Brasil, o dólar comercial à vista subia 0,60%, cotado a R$ 5,1780. Na Bolsa de Valores brasileira, o índice Ibovespa recuava 0,58%, aos 115.486 pontos.

Parâmetro para o mercado de ações americano, o indicador S&P 500 perdia 0,84%. Na contramão, as ações da Meta subiam mais de 6,5% após a empresa dona do Facebook ter anunciado a demissão de mais de 11 mil trabalhadores.

"Com a apuração das eleições avançando nos EUA, o principal destaque é que não houve a esperada onda vermelha no Congresso", disse o economista Étore Sanchez, da Ativa Investimentos. "É inegável que algumas vitórias dos democratas foram relevantes."

Também colaborava para a queda das ações a preocupação com a inflação ao consumidor americano de outubro, cujo índice será divulgado na manhã desta quinta-feira (11).

Analistas consultados pela Bloomberg esperam que a alta dos preços acumulada em 12 meses fique em 7,9%, abaixo dos 8,2% registrados no mês anterior.

É a necessidade de lidar com a maior inflação em 40 anos que vem forçando o Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) a aplicar uma alta de juros histórica, principal causa para que a Bolsa americana já tenha recuado cerca de 20% neste ano.

No cenário doméstico, investidores seguem acompanhando especulações sobre quem será o ministro da área econômica do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nesta terça-feira (8), os principais indicadores financeiros refletiram a redução das tensões entre investidores após a divulgação de alguns dos nomes que participarão da transição de governo.

A equipe do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contará com os economistas Persio Arida e André Lara Resende. Financistas cobravam da nova gestão nomes técnicos e mais alinhados ao mercado.

No mercado de câmbio do Brasil, o dólar comercial à vista fechou em queda 0,44%, cotado a R$ 5,15. Na Bolsa de Valores, o índice de ações Ibovespa subiu 0,71%, aos 116.160 pontos.

As ações preferenciais da Petrobras abandonaram a zona negativa dos últimos dias e subiram 0,74%. Entre os papéis mais negociados da Bolsa brasileira, os ativos da estatal passaram a sofrer forte desvalorização após a eleição de Lula.

Na equipe de transição, o setor que tratará de economia teve quatro nomes anunciados. Além de Arida e Resende, o economista Guilherme Mello, professor da Unicamp e ligado ao PT, também fará parte da equipe. O quarto integrante é Nelson Barbosa, que foi ministro da Fazenda e do Planejamento no governo de Dilma Rousseff.

Com isso, há uma divisão da área entre dois economistas com histórico liberal (Arida e Resende) e dois representantes diretos do partido (Barbosa e Mello), que defendem a flexibilização do teto de gastos para atender demandas sociais.

Persio Arida chegou a ser citado entre os nomes considerados para assumir a economia. Ele é próximo de Alckmin, vice-presidente eleito e coordenador da transição.

O economista é um dos pais do Plano Real —medida que acabou com o cenário de hiperinflação nos anos 90, na transição dos governos Itamar Franco (1992-1994) e Fernando Henrique Cardoso (1995-2002)— e declarou voto em Lula no segundo turno.

Após a Folha de S.Paulo ter antecipado os nomes de Arida e Resende, por volta das 12h30, o Ibovespa atingiu as pontuações máximas do dia, acima dos 117 mil pontos.

O mercado de ações doméstico, porém, devolveu parte dos ganhos diante da apresentação dos demais membros da equipe e também com a volatilidade provocada no exterior pelas eleições para o Congresso dos Estados Unidos.

Em Nova York, o índice S&P 500, referência da Bolsa americana, fechou em alta de 0,56%. Mais cedo, porém, chegou a subir mais de 1%.

Investidores aguardavam o resultado das eleições de meio de mandato contando com a possibilidade de retomada do controle do Legislativo pelo Partido Republicano que, em teoria, pode limitar planos do presidente democrata Joe Biden quanto a políticas mais expansionistas, ou seja, que aumentam os gastos públicos.

A perspectiva de inclusão do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega na transição, conforme adiantou o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB), também gerou reclamações entre participantes do mercado.

Alguns disseram, porém, que a desconfiança pode ser amenizada caso o novo governo apresente um "waiver", que nesse contexto significa licença para gastar acima do teto de gastos, de R$ 170 bilhões, abaixo dos R$ 200 bilhões inicialmente estimados.