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Dólar sobe ante real com recuperação da moeda no exterior

*ARQUIVO* São Paulo, SP, Brasil, 06-12-2017: Cédulas de dólar. Papel Moeda. Dinheiro. (foto Gabriel Cabral/Folhapress)
*ARQUIVO* São Paulo, SP, Brasil, 06-12-2017: Cédulas de dólar. Papel Moeda. Dinheiro. (foto Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar avançava frente ao real logo após a abertura desta terça-feira (6), acompanhando recuperação da moeda norte-americana no exterior e aumento da cautela de investidores locais às vésperas do feriado de 7 de Setembro, que trará manifestações convocadas pelo presidente Jair Bolsonaro.

Às 9h09 (de Brasília), o dólar à vista avançava 0,21%, a R$ 5,1642 na venda.

Na B3, às 9h09 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,14%, a R$ 5,1980.

Nesta segunda-feira (5), o dólar fechou em queda de 0,65%, cotado a R$ 5,1530. A moeda americana, porém, ganhou valor em comparação às principais divisas do planeta, refletindo a preocupação de investidores com os efeitos da crise energética na Europa.

Alegando dificuldades provocadas pelas sanções econômicas impostas pelo Ocidente após o início da Guerra da Ucrânia, a Rússia decidiu prolongar uma manutenção no gasoduto Nord Stream 1.

O restabelecimento estava previsto para o último sábado (3). Agora, porém, a estatal russa Gazprom não tem prazo para religar a principal fonte de abastecimento de gás para a Alemanha, maior economia do continente.

Preços mais altos da energia podem resultar em novas altas agressivas de taxas de juros, sobretudo nos Estados Unidos, movimento que tende a valorizar ativos de renda fixa ligados ao dólar.

Embora o Banco Central Europeu também esteja elevando juros -uma nova alta poderá ser anunciada na próxima sexta-feira (9)-, a moeda comum do continente já caiu 12% desde o início da guerra.

Nesta segunda, um euro comprava US$ 0,9929. É o menor valor da moeda em relação ao dólar desde novembro de 2002. No câmbio do Brasil, o euro caiu 0,86%, cotado a R$ 5,1180.

A Bolsa de Valores de Frankfurt tombou 2,23%. Paris caiu 1,20%.

Esse contexto, porém, não prejudicou a Bolsa do Brasil. O índice de referência Ibovespa subiu 1,21%, aos 112.203 pontos. A mineradora Vale avançou 3,66%. A petroleira PetroRio disparou 6,45%.

Produtores de petróleo e de matérias-primas metálicas, que representam o setor com maior peso no Ibovespa, foram beneficiados pela valorização desses produtos após a divulgação de dados sobre a economia da China que agradaram ao mercado.

Pesquisa do grupo de mídia Caixin mostrou que o setor de serviços chinês oscilou perto da estabilidade. A notícia é melhor do que a esperava, segundo analistas da Nova Futura Investimentos, já que o país vem enfrentando novas paralisações para a contenção da Covid.

A China é a maior consumidora global de petróleo e de aço.

Além disso, a Opep (cartel de países produtores) e seus aliados liderados pela Rússia concordaram nesta segunda com um pequeno corte na produção de petróleo visando elevar os preços que caíram devido aos temores de uma desaceleração econômica.

Em outubro, os produtores de petróleo reduzirão a produção em 100 mil barris por dia, o que é equivalente a 0,1% da demanda mundial.