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Dólar abandona mínimas abaixo de R$5,10 e passa a subir antes de dado de inflação dos EUA

Nota de dólar

Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar passava a subir nesta terça-feira, depois de mais cedo ter chegado abaixo de 5,10 reais, com participantes do mercado aguardando dados de preços ao consumidor dos Estados Unidos, enquanto digeriam a ata da última reunião de política monetária do Banco Central do Brasil e a leitura de deflação mensal do IPCA em julho.

Às 11:27 (de Brasília), o dólar à vista avançava 0,44%, a 5,1361 reais na venda, recuperando-se depois de cair por três sessões consecutivas, período em que perdeu mais de 3% de seu valor. A moeda norte-americana ronda as máximas do dia depois de mais cedo ter recuado 0,40%, a 5,0932 reais, nível que não era visto desde meados de junho.

Na B3, às 11:27 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,45%, a 5,1690 reais.

"Investidores estão em compasso de espera antes de dados de inflação ao consumidor que vão sair nos Estados Unidos amanhã, e é por isso que a gente está vendo esse comportamento do real", disse à Reuters Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho, referindo-se à troca de sinal da moeda brasileira para negativo.

Qualquer surpresa para cima na leitura de inflação norte-americana de quarta-feira pode reforçar expectativas de manutenção de um ritmo agressivo de aperto monetário por parte do Federal Reserve, que já subiu os juros em 2,25 ponto percentual desde março deste ano, e impulsionar o dólar globalmente.

No exterior, o índice do dólar contra uma cesta de rivais fortes cedia 0,20% nesta manhã, enquanto moedas de países emergentes ou sensíveis às commodities tinham desempenho misto.

Entre os destaques da agenda de indicadores, investidores reagiam nesta sessão à notícia de que o Brasil voltou a registrar deflação mensal em julho pela primeira vez desde meados de 2020, com o IPCA caindo 0,68%, menor taxa desde o início da série histórica, em janeiro de 1980. A alta do índice em 12 meses desacelerou a 10,07%, contra 11,89% no mês anterior.

A reação inicial dos mercados financeiros à leitura foi predominantemente positiva, mas Rostagno, do Mizuho, notou que, embora o fator quantitativo do IPCA tenha sido bom, a redução das pressões inflacionárias se deve apenas a medidas temporárias de alívio dos preços por parte do governo.

Operadores digeriam ainda a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, que, depois de indicar na semana passada que poderá encerrar seu agressivo ciclo de aperto com um ajuste residual dos juros em setembro, afirmou nesta terça que avaliará se somente a perspectiva de manutenção da taxa básica de juros por um período suficientemente longo assegurará o cumprimento de seu objetivo de controle inflacionário.