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Dólar sobe ante real com mercado à espera de PEC da Transição e encontro do Copom

Notas de cem dólares

Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar tinha alta frente ao real nesta segunda-feira, conforme investidores se preparavam para uma semana desafiadora, que trará possível votação da PEC da Transição no Senado e o encontro de política monetária do Banco Central, enquanto o mercado segue à espera da definição da equipe ministerial do governo eleito.

No exterior, a manutenção de temores sobre a trajetória de aperto monetário do banco central dos Estados Unidos colaborava para o desconforto de investidores.

Por volta de 10h30 (de Brasília), o dólar à vista subia 0,36%, a 5,2335 reais na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento ganhava 0,22%, a 5,2585 reais.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), colocou a PEC da Transição na pauta da próxima quarta-feira do plenário da Casa, apesar de a proposta ainda estar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para avaliação dos senadores, informou a presidência da Casa na noite de domingo.

A expectativa é que a PEC da Transição seja debatida na terça-feira na CCJ no Senado e votada na comissão na manhã de quarta, para então ir ao plenário da Casa na tarde da mesma quarta.

Da forma que foi protocolada no Senado na semana passada, a PEC abre uma exceção à regra do teto de gastos de quase 200 bilhões de reais por quatro anos, em grande parte para custear o Bolsa Família. O valor não foi bem recebido pelos mercados, que esperam que o montante seja reduzido durante a tramitação no Congresso.

As preocupações de investidores sobre os gastos buscados pelo governo eleito têm sido exacerbadas pela falta de definição de quem será o ministro da Fazenda de Luiz Inácio Lula da Silva, figura que poderia ajudar na negociação da PEC da Transição, dizem especialistas.

"Incertezas quantos aos nomes dos ministros segue como principal balizador do cenário interno, juntamente com as discussões sobre a PEC da Transição", disse o Banco Inter em nota, citando também possível pressão vinda do exterior após a divulgação de dados de emprego norte-americanos robustos no final da semana passada.

A criação de vagas fora do setor agrícola dos Estados Unidos totalizou 263 mil no mês passado, disse o Departamento do Trabalho na última sexta, acima dos 200 mil empregos esperados por economistas consultados pela Reuters.

Essa leitura "pode significar juros mais elevados por mais tempo na maior economia do mundo, mesmo com a inflação desacelerando em outubro", avaliou o Inter. Quanto mais altos são os custos dos empréstimos nos EUA, mais o dólar tende a se beneficiar globalmente.

De volta ao Brasil, investidores aguardavam a reunião do Comitê de Política Monetária do BC, que começará na terça-feira e se encerrará na quarta. Embora haja consenso no mercado de que a taxa Selic será mantida nos atuais 13,75%, investidores ficarão atentos a qualquer indicação do Copom sobre como as atuais incertezas fiscais podem afetar decisões de alta de juros.

"O Copom deve reforçar sua postura cautelosa com o processo desinflacionário em curso, talvez aumentando o tom sobre a possibilidade de alta da taxa de juros", disse o Citi em relatório, embora tenha como cenário base a manutenção da Selic nesta semana.

Diante da perspectiva de fortes gastos extrateto pelo governo eleito, a curva de juros brasileira chegou a precificar novos aumentos da Selic em 2023, enquanto a mais recente pesquisa semanal Focus do Banco Central sugere um afrouxamento monetário menos intenso ao longo do ano que vem.

João Felipe Dias, assessor de investimentos da SVN Investimentos, disse que o pregão desta segunda-feira pode contar com liquidez reduzida devido ao jogo da seleção brasileira de futebol contra a Coreia do Sul na Copa do Mundo, às 16h (de Brasília).

A partida "deve impactar tanto o fluxo de moedas quanto o mercado de modo geral no Brasil", avaliou o especialista.

Na última sessão, na sexta-feira, a moeda norte-americana teve alta de 0,31%, a 5,2142 reais na venda.