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Dólar se aproxima de R$ 5,60 refletindo cautela no exterior

·3 minutos de leitura

O dia de forte aversão ao risco no exterior se abateu novamente sobre a negociação de câmbio no Brasil A combinação de temores sobre o ritmo de recuperação econômica na Europa, incertezas sobre a política monetária e também os novos estímulos fiscais nos Estados Unidos ajudaram a criar um novo dia negativo para a tomada de risco. Nesse cenário, o dólar voltou a se fortalecer contra praticamente todas as demais divisas, apagando as perdas que registrava no Brasil durante o mês de setembro. No encerramento dos negócios, a moeda americana foi cotada a R$ 5,5864, o maior nível de fechamento desde 26 de agosto, quando o dólar foi negociado a R$ 5,6164. No mesmo horário, o dólar subia 3,37% contra o peso mexicano, 1,71% frente ao rand sul-africano e 1,56% na comparação com o rublo russo. "Temos visto o real completamente colado com os demais emergentes. Esta manhã, os dados da conta corrente chegaram a dar algum alívio, mas rapidamente foram deixados de lado", nota Victor Candido, economista da Journey Capital. Segundo o BC, o superávit na conta corrente chegou a US$ 3,7 bilhões em agosto, o maior para o mês da série histórica, que começa em 1995. O Investimento Direto no País (IDP) somou US$ 1,43 bilhão no período, superando a expectativa de US$ 1 bilhão da autoridade monetária. Já os investimentos em carteira tiveram entrada líquida de US$ 2,111 bilhões. “Apesar da expressiva redução do déficit em transações correntes, o câmbio contratado continua apresentando valores negativos no acumulado do ano até agosto (US$ 15,2 bi), em razão das fortes saídas pelo segmento financeiro, que já totalizam no US$ 47,6 bi no ano”, escreveu em seu perfil no Twitter o ex-chefe do Departamento de Mercado Aberto do Banco Central e consultor da Omni Invest, Sergio Goldenstein. “Uma performance melhor do real depende bastante da diminuição de saídas pelo segmento financeiro.” Lá fora, as bolsas americanas amargaram novo dia de perdas firmes, pressionadas pelas perspectivas cada vez mais remotas sobre um pacote de ajuda fiscal nos Estados Unidos. Além disso, houve espaço para uma discussão a respeito da atuação do Federal Reserve. Ontem, o presidente da distrital de Chicago, Charles Evans, havia erguido algumas sobrancelhas ao declarar que o Fed poderia elevar os juros antes da meta de inflação para um período de 2% ser atingida. A mensagem pareceu vir na contramão do que os demais dirigentes vinham tentando passar nas últimas semanas, desde que a nova política foi anunciada. Hoje, em nova aparição, Evans desfez o mal entendido - mas não o mal estar - ao defender que, para que fique claro que a nova orientação do Fed esteja funcionando bem, a inflação nos EUA pode rodar em 2,5% por algum tempo. Separadamente, temores sobre o ritmo de retomada da Europa voltaram a assombrar o euro. Hoje, uma leitura mais branda do PMI composto no bloco ajudou a manter o ativo pressionado. "Ainda esperamos uma recuperação firme da zona do euro nos próximos meses, mas dados recentes sugerem que os riscos claramente estão pendendo para baixo", diz o Wells Fargo em nota. Pixabay