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Dólar sobe e opera a R$ 4,21; BC cancela leilões previstos para hoje

Marcelo Osakabe

Investidores seguem cena externa e esperam participação do presidente do BC em comissão do Senado Após uma abertura em alta nesta terça-feira, o dólar comercial inverteu e passou a apresentar leve queda, mas voltou ao terreno positivo no fim desta manhã . Às 11h44, a moeda americana subia 0,17%, aos R$ 4,2133, após tocar máxima de R$ 4,2195 no início da negociação.

Ontem, o dólar renovou a máxima histórica de fechamento do Plano Real, aos R$ 4,2060. O rompimento de um patamar importante voltou a levantar especulações sobre uma possível intervenção do Banco Central (BC).

Nesta terça, contudo, a autoridade monetária cancelou os leilões conjugados de dólar à vista com swap reverso e também o de swap tradicional previstos para esta manhã, bem como avisou que não entrará no mercado na quarta-feira, que é feriado em São Paulo. Segundo a assessoria de imprensa do BC, o cancelamento se deu porque a operação de hoje seria liquidada amanhã.

Stephen Bayer/Pixabay

Participantes de mercado dizem que o ruído não afeta a cotação, uma vez que a operação é estruturada justamente para não afetar o nível dos preços. Um deles cita, inclusive, outro fator que pode estar influenciando a virada do câmbio: a participação hoje do presidente do BC, Roberto Campos Neto, em audiência pública da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Campos Neto foi convidado para falar sobre independência do BC, mas pode ser questionado sobre o tema.

"O Banco Central só vai intervir no mercado se o real se descolar dos emergentes, o que parece que não é o caso hoje. Acredito que, daqui para frente, a moeda deve seguir o comportamento dos pares", diz Luiz Eduardo Portella, sócio e gestor da Novus Capital.