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Dólar salta mais de 1% ante real com perspectiva de Fed mais agressivo

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*Arquivo* São Paulo, SP, 24.01.2019 - Notas de dólar dos Estados Unidos. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
*Arquivo* São Paulo, SP, 24.01.2019 - Notas de dólar dos Estados Unidos. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar saltava contra o real logo após a abertura desta quinta-feira (14), acompanhando a força da moeda norte-americana no exterior conforme cresciam as apostas de que o Fed (Federal Reserve, o banco central americano) promoverá um aperto monetário mais agressivo do que o anteriormente estimado pelos mercados financeiros.

Às 9h04 (de Brasília), o dólar à vista avançava 1,11%, a R$ 5,4640 na venda.

Na B3, às 9h04 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 1,33%, a R$ 5,4900.

Na véspera, o mercado de ações brasileiro não resistiu à volatilidade mundial provocada por um novo salto da inflação dos Estados Unidos.

O clima foi de incerteza entre investidores diante da expectativa de novas elevações na taxa de juros do Fed.

Apesar de ter passado a maior parte do dia em alta, a Bolsa de Valores brasileira perdeu força no final da sessão. Quedas nos setores de commodities puxaram o indicador para baixo no fechamento. O índice de referência Ibovespa caiu 0,40%, a 97.881 pontos.

O índice de preços ao consumidor urbano nos Estados Unidos alcançou o recorde de 9,1%, no acumulado em 12 meses até junho. Este foi o maior avanço desde novembro de 1981.

Além da inflação americana, investidores no mercado brasileiro também digerem a votação da PEC (proposta de emenda à Constituição) que amplia benefícios sociais em ano eleitoral.

Em vitória do governo, deputados mantiveram o estado de emergência na PEC dos bilhões. O mecanismo permite que presidente Jair Bolsonaro (PL) fure o teto de gastos e crie novos benefícios sociais a poucos meses do pleito, sem ferir a lei eleitoral.

Apesar de beneficiar setores do mercado no curto prazo, como o varejo, existe a preocupação quanto aos efeitos da medida na inflação e nos juros em 2023.

No mercado de ações americano, o S&P 500 recuou 0,45%. É a quarta queda diária consecutiva do indicador de referência da Bolsa de Nova York. O tombo acumulado neste ano é de 20%.

Direciona a baixa das ações a preocupação com a inflação descontrolada no país, cujo efeito mais temido é que a elevação dos juros, aplicada pelo Fed para frear a alta dos preços, coloque a economia americana em recessão.

O temor da inflação com desaceleração econômica, agravada pelo risco de choque de oferta na energia na Europa, também manteve o euro perto da paridade contra o dólar nesta quarta. A moeda comum europeia fechou cotada a US$ 1,0082, com ligeira alta de 0,20%.

No mercado de câmbio brasileiro, o euro comercial caiu 0,37% e fechou o dia valendo R$ 5,4365.

Depois de um tombo de 7% na véspera, o barril do petróleo Brent subiu 0,08% nesta quarta, a US$ 99,57 (R$ 537,54). O preço de referência da matéria-prima ficou abaixo dos cem dólares pela segunda vez consecutiva, algo que não ocorria desde meados de março.

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