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Dólar modera alta após superar R$5,40 com vitória de Lula nas eleições

Notas de real e dólar

Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) -O dólar moderava seus ganhos nesta segunda-feira, depois de mais cedo saltar acima de 5,40 reais numa reação inicial muito negativa dos mercados à vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais, em pregão de volatilidade elevada tanto por conta da repercussão do resultado de domingo quanto pela formação da Ptax de fim de mês.

A Ptax é uma taxa de câmbio calculada pelo Banco Central que serve de referência para a liquidação de derivativos. No fim de cada mês, agentes financeiros costumam tentar direcioná-la para níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas ou vendidas em dólar, o que geralmente eleva a instabilidade dos negócios.

Turbinava a volatilidade a repercussão do pleito presidencial, depois que Lula derrotou o candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno da acirrada disputa presidencial. O petista assumirá a Presidência pela terceira vez e impõe uma inédita derrota nas urnas a um ocupante do Palácio do Planalto que buscava um segundo mandato.

Às 9:22 (de Brasília), o dólar à vista avançava 0,64%, a 5,3361 reais na venda. Imediatamente após a abertura do pregão, a moeda chegou a saltar 2%, a 5,4088 reais na venda, mas logo moderou seus ganhos, o que alguns investidores disseram ser reflexo da falta de surpresa em relação ao resultado de domingo.

"O mercado já vinha precificando a vitória do Lula desde antes do primeiro turno", avaliou Fernando Bergallo, diretor de operações da FB Capital. Embora tenha notado certa apreensão do mercado com a vitória do petista, ele disse que "a definição clara de uma equipe econômica ortodoxa pode até virar os mercados nessa reação inicial".

Na B3, às 9:22 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,65%, a 5,3365 reais.

Mesmo assim, a permanência de incertezas sobre a agenda econômica e fiscal do presidente eleito segue sendo motivo de preocupação.

“Pelo prisma econômico, o lado fiscal é a grande preocupação, principalmente no tocante ao teto de gastos”, disse Marcelo Boragini, sócio da Davos Investimentos, sobre a vitória de Lula.

“Um novo modelo de ancoragem fiscal deve ser estudado pelo novo governo, e o fato é que aumentar os gastos de forma demasiada ameaça a sustentabilidade da dívida, joga pressão sobre as taxas de juros longas e pode levar a saídas de dólares do Brasil.”

Lula disse várias vezes durante a campanha que pretende revogar o teto de gastos, a principal âncora fiscal do país atualmente.

Felipe Reymond Simões, economista e diretor da WIT Asset, disse que, embora espere um “reajuste mais forte” dos ativos brasileiros nos primeiros momentos após a eleição de Lula, com o tempo “o mercado vai voltar as atenções para o que está acontecendo lá fora e vai se ajustando aqui no Brasil conforme o novo governo vai adotando algumas medidas na economia de forma mais concreta". É preciso esperar para ver quem vai ser o chefe da pasta econômica do petista, acrescentou Simões.

Os mercados financeiros reagiram bem durante a campanha de Lula a especulações sobre a nomeação de um rosto amigável aos mercados para o cargo de ministro da Fazenda, como o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles. No entanto, Lula se recusou a confirmar um nome, e fontes próximas ao presidente eleito chegaram a negar a hipótese de indicação de Meirelles.

Respaldava a alta da moeda norte-americana frente ao real nesta segunda-feira o avanço de um índice que compara o dólar a seis pares fortes, com investidores se mostrando nervosos às vésperas da reunião de política monetária do Federal Reserve, em que o banco central norte-americano deve elevar os juros em 0,75 ponto percentual pela quarta-vez consecutiva.

(Por Luana Maria BeneditoEdição de Camila Moreira)