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Dólar engata queda contra real com estímulo e dados dos EUA no radar

Por Luana Maria Benedito
·3 minuto de leitura
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Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar engatava queda contra o real nesta quinta-feira depois que dados melhores do que o esperado sobre o mercado de trabalho norte-americano alimentaram o apetite por risco dos mercados, enquanto as negociações de um novo pacote de estímulo fiscal nos Estados Unidos continuavam no radar.

Às 10:36, o dólar recuava 0,60%, a 5,5825 reais na venda, enquanto o dólar futuro de maior liquidez tinha queda de 0,43%, a 5,587 reais. Mais cedo, a divisa norte-americana à vista havia tocado 5,627 reais na máxima da sessão.

O arrefecimento do dólar ganhou força a partir das 9h30, depois que o Departamento do Trabalho dos EUA informou que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego no país totalizaram 787 mil na semana passada, número abaixo da previsão de 860 mil em uma pesquisa da Reuters.

Essa leitura vem num momento de grandes dúvidas sobre o futuro da maior economia do mundo, uma vez que a Casa Branca e o Congresso dos EUA seguem sem um acordo para um novo pacote de apoio fiscal, com a proximidade das eleições norte-americanas de 3 de novembro representando um prazo extremamente apertado para as negociações.

Nesta semana, sinais de progresso nas conversas forneceram algum alívio a divisas arriscadas, principalmente com a visão de que uma vitória democrata nas eleições significaria mais auxílio federal.

A presidente da Câmara dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, disse nesta quinta-feira que os negociadores estavam fazendo progresso nas conversas em andamento com o governo Trump sobre o pacote e que a legislação poderia ser elaborada "em breve".

O comentário veio após as negociações terem sofrido um revés na quarta-feira quando Donald Trump acusou os democratas de não estarem dispostos a fazer um acordo aceitável,

"O dólar vem se enfraquecendo globalmente, especialmente nessa última semana, por chances de uma vitória de Joe Biden, um candidato mais fiscal, e isso exige moeda mais depreciada", disse à Reuters Thomás Gibertoni, especialista da Portofino Multi Family Office.

"Agora é acompanhar se o pacote fiscal vai sair nos Estados Unidos, o que deve enfraquecer o dólar", acrescentou.

Enquanto isso, no Brasil, os temores sobre a saúde das contas públicas seguem no radar dos investidores, que estão em busca de pistas sobre como o governo financiaria seu projeto de assistência social sem desrespeitar o teto de gastos.

Em meio a esse cenário, o "real fica atrás de outras moedas emergentes", comentou Gibertoni. "O Brasil não consegue se aproveitar (do apetite por risco) por conta do risco fiscal que ainda está na mesa, e o mercado aguarda definições que provavelmente ficarão para depois das eleições."

O dólar acumulou queda de cerca de apenas 0,52% contra o real até agora no mês de outubro, enquanto cedeu mais de 5% contra o peso mexicano, um dos principais pares da divisa brasileira.

No ano de 2020, o ganho acumulado da moeda norte-americana contra o real é de quase 40%.

Na sessão anterior, a moeda norte-americana negociada no mercado interbancário teve variação positiva de 0,09%, a 5,6163 reais na venda.

O Banco Central fará nesta quinta-feira leilão de swap tradicional para rolagem de até 12 mil contratos com vencimento em abril e julho 2021.