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Dólar reverte tendência e recua 1,22% após decisão dos juros nos EUA

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após abrir os negócios nesta quarta-feira (4) em alta frente ao real, o dólar reverteu a tendência no meio da tarde e passou a registrar desvalorização, na esteira da decisão do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) de aumentar em 0,5 ponto percentual a taxa básica de juros americana, para 1% ao ano.

No fechamento da sessão, a divisa norte-americana marcava queda de 1,22%, cotada a R$ 4,9030 para venda.

Os índices acionários das Bolsas americanas, que iniciaram o dia no campo negativo, também passaram a registrar ganhos expressivos após a decisão da autoridade monetária americana vir em linha com as expectativa dos agentes de mercado.

Nos Estados Unidos, o S&P 500 avançou 2,99% e o Dow Jones teve ganhos de 2,81%, enquanto o Nasdaq, onde se concentram as empresas de tecnologia, valorizou 3,19%. O avanço de quase 3% do S&P 500 foi o maior desde 18 de maio de 2020.

Na Bolsa de Valores brasileira, o índice amplo Ibovespa também foi atingido pela onda de otimismo dos mercados e igualmente reverteu a tendência de queda observada no início da sessão. O índice terminou o pregão com ganhos de 1,70%, aos 108.343 pontos.

INFLAÇÃO EM NÍVEIS ELEVADOS

O aumento promovido nesta quarta pelo Fed foi o maior em 22 anos. A autoridade monetária disse ainda que começará a reduzir sua carteira de títulos no próximo mês como mais um passo na batalha para reduzir a inflação.

Apesar da queda no PIB (Produto Interno Bruto) nos primeiros três meses do ano, "os gastos das famílias e o investimento fixo das empresas continuam fortes. Os ganhos de emprego têm sido robustos", disse a autoridade monetária dos Estados Unidos.

A inflação "continua elevada" conforme a Guerra da Ucrânia e novos lockdowns contra o coronavírus na China ameaçam manter a pressão de preços elevada. "O Comitê está altamente atento aos riscos de inflação", completou.

Segundo Alex Lima, estrategista-chefe da Guide Investimentos, as sinalizações do Fed sobre a política monetária trouxeram alívio aos investidores, ao reduzir a possibilidade de um aperto mais agressivo no ritmo de altas.

"O Fed indicou que uma alta de 0,75 ponto percentual não está sendo considerada para o próximo encontro em junho", diz Lima, acrescentando que a autoridade monetária americana condicionou a condução dos juros nos Estados Unidos aos dados da atividade econômica e da inflação à frente.

"Um aumento de 75 pontos-base não é algo que o Comitê (Federal de Mercado Aberto) esteja considerando ativamente", afirmou Powell em coletiva após a reunião do Fed.

Os mercados futuros de juros vinham apontando para uma probabilidade significativa de que o banco central elevaria os juros em 0,75 ponto percentual em sua próxima reunião.

Analista de investimentos na Toro, Paloma Brum afirma que, embora tenham ressaltado o ímpeto do mercado de trabalho americano, os dirigentes do Fed destacaram as incertezas quanto aos impactos dos dois eventos globais mais preocupantes atualmente, a guerra da Rússia contra a Ucrânia e os lockdowns na China, além de terem enfatizado que seguirão atentos a dados econômicos em diferentes esferas que venham a afetar a inflação.

"Com o ajuste de hoje, a maior alta nos juros em 2 décadas, os dirigentes do FOMC mostraram que estão comprometidos em avançar no combate à inflação, que já alcança os maiores patamares em cerca de 40 anos", diz a analista.

MERCADO LOCAL

Por aqui, após o encerramento dos negócios no mercado local, e em linha com as expectativas, o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) elevou a taxa básica de juros (Selic) novamente em 1 ponto percentual, para 12,75% ao ano. É a maior taxa desde fevereiro de 2017.

O movimento aumenta, ainda mais, a atratividade de títulos de renda fixa, em especial daqueles pós-fixados, que passam a oferecer um rendimento maior a cada alta da Selic.

No comunicado divulgado junto à decisão, a autoridade monetária sinalizou a continuidade do ciclo de alta dos juros, mas em uma intensidade menor. "Para a próxima reunião, o Comitê antevê como provável uma extensão do ciclo com um ajuste de menor magnitude", disse o Copom.

"O risco de desancoragem das expectativas para prazos mais longos parece ter sido o principal motivador para o Copom sinalizar nova alta na próxima reunião, ao invés de parar já nesta reunião", afirma Claudio Pires, diretor de investimentos da Mongeral Aegon Investimentos.

O especialista prevê um novo aumento de 0,5 ponto percentual no encontro do Copom de junho, com a Selic em 13,25% ao final do ciclo de alta dos juros.

Segundo André Perfeito, economista-chefe da Necton, as decisões monetárias no Brasil e nos Estados Unidos vieram em linha com o esperado.

"Mantemos a projeção do dólar a R$ 5, uma vez que a alta dos juros nos Estados Unidos não será mais forte que o esperado e por aqui os juros estarão suficientemente altos para manter o carrego favorável ao real", afirma Perfeito.

Analista de renda fixa da Suno Research, Vinicius Romano diz que os títulos pós-fixados são os maiores beneficiados pela decisão do Copom, já que a sua rentabilidade é atrelada à taxa Selic. "Ou seja, quanto mais os juros subirem, melhor para essa classe.

IMPACTOS DOS JUROS NOS EUA PARA O BRASIL

Embora o foco do banco central dos Estados Unidos com a alta dos juros seja a inflação doméstica americana, os efeitos colaterais afetam investimentos de pessoas e empresas em todo o mundo. E isso não mexe apenas com a vida de investidores e empresários. Empregos, salários e o valor da conta do supermercado de trabalhadores, inclusive os brasileiros, estão em jogo.

Em tempos de dinheiro abundante e barato, grandes investidores ficam mais dispostos a comprar ações de empresas de países de economia emergente, como é o caso do Brasil, um tipo de aplicação considerada arriscada devido à instabilidade desses mercados. Os recursos permitem o crescimento de negócios e a geração de trabalho e renda.

O aperto da política monetária nos Estados Unidos reduz as chances de ações de empresas listadas na Bolsa brasileira serem compradas porque, simplesmente, há menos capital disponível. Mas não é só isso.

Ao aumentar os juros, o Fed eleva a recompensa para quem aplica no Tesouro americano, cujo risco de perdas devido a um calote é considerado inexistente. Com uma opção segura pagando mais, os investidores ficam mais seletivos. Muitos desistem das ações de empresas, principalmente as mais arriscadas.

A alta dos juros americanos também afeta o câmbio. Os investimentos de estrangeiros no Brasil, sejam eles no mercado de renda variável ou na renda fixa, trazem dólares para dentro do país. Se a moeda entra em menor quantidade, ela fica mais escassa e o seu valor frente ao real tende a subir.

O dólar valorizado é um potencial gerador de inflação no Brasil porque torna mais cara a importação de maquinário e componentes utilizados na indústria local, além de diversos itens de consumo.

Materiais básicos exportados por companhias brasileiras pelo exterior também são precificados em dólares. O petróleo produzido pela Petrobras é o exemplo mais conhecido. O preço mais alto pago em dólares pelas commodities no exterior também torna esses produtos mais caros para o consumo aqui no Brasil.

O crescimento das exportações pode, eventualmente, favorecer a entrada de dólares no país. Isso depende de onde os exportadores decidem investir os ganhos com as vendas no mercado externo. É nesse ponto que a política ganha importância.

Um cenário político conturbado, com ameaças ao funcionamento de instituições democráticas e de interferência agressiva do governo no mercado financeiro, afugenta investidores.

Há consenso entre analistas de que o temor desse tipo de instabilidade afastou investimentos do Brasil no ano passado, mesmo com um contexto favorável no exterior devido à política expansionista dos Estados Unidos e de outras das principais economias globais.

Em 2022, ano de eleições no Brasil, investidores estão especialmente atentos a medidas que podem aumentar os gastos públicos.

Despesas elevadas dificultam a execução do Orçamento, como investimentos em infraestrutura, pagamento das dívidas da União e outras ações planejadas pelo governo no ano anterior. É o chamado risco fiscal.

Mais risco significa menos disposição de investidores para investir no Brasil e nas empresas brasileiras, pois eles avaliam que as condições ficam desfavoráveis para o crescimento do mercado interno.

A escassez de liquidez no exterior dificulta o jogo para o Brasil porque, com menos capital, investidores querem mais segurança e lucros maiores ao decidir onde aplicar.

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