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Dólar reverte alta e fecha na maior queda em uma semana com exterior

·3 minuto de leitura
Funcionário de casa de câmbio mostra notas de cem dólares dos EUA em Karachi, Paquistão

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar voltou a registrar uma sessão de gangorra nesta quarta-feira, mas ao término dos negócios firmou queda e fechou abaixo de 5,20 reais, com investidores descontando na moeda a volta do apetite por risco no exterior, mas sem tirar do radar o noticiário de Brasília e dados econômicos locais.

O dólar à vista caiu 0,73%, a 5,1927 reais na venda, maior baixa diária desde 14 de julho (-1,87%).

A moeda oscilou de 5,279 reais (+0,92%) a 5,1811 reais (-0,95%).

Lá fora, o dólar recuava 0,2%, afastando-se ainda mais de máximas em três meses e meio alcançadas na véspera.

O mercado operou sob maior estresse na parte da manhã, quando o dólar ainda esboçava força contra vários pares. Aqui, a cotação bateu a máxima do dia por volta de 11h30, quando predominaram ruídos sobre esvaziamento do Ministério da Economia de Paulo Guedes.

No decorrer do pregão, porém, investidores ponderaram leitura de que a pequena reforma ministerial anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro --que inclui ainda mudanças na Secretaria-Geral e na Casa Civil-- visa fortalecer a base de apoio do governo no Congresso, especialmente porque o cotado para assumir a Casa Civil, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), é visto como nome-chave de suporte ao governo no Legislativo.

O sentimento positivo no Brasil com os fortes dados de arrecadação entrou na conta do alívio do dólar, por indicarem que a economia segue em trajetória de crescimento.

Ao mesmo tempo, a moeda entrou em rota descendente no exterior, com os mercados reduzindo prêmio de risco relacionado à Covid-19 enquanto monitoravam notícias sobre a recondução de Jerome Powell à chefia do banco central norte-americano, balanços corporativos otimistas nos EUA, política monetária na zona do euro e o pacote trilionário de infraestrutura nos Estados Unidos.

Veja gráfico intradiário da taxa de câmbio dólar/real (em laranja) e do índice do dólar frente a uma cesta de moedas:

No Brasil, o mercado voltou a comentar a amplitude das variações do dólar. A moeda caiu 0,35% na terça, depois de saltar 2,59% na segunda.

A diferença média entre máximas e mínimas do dólar futuro em relação a cada fechamento anterior vem em alta desde meados de junho, saindo de cerca de 1,22% para 1,75%. Outra medida de instabilidade, a volatilidade implícita nas opções de dólar/real de três meses desde o começo do mês voltou a ser a mais alta dentre os pares comparáveis do real, estando em 16,6% ao ano, contra 10,9% do peso mexicano,.

"É uma volatilidade que atrapalha qualquer (fundo) multimercado, qualquer 'case' construtivo para o Brasil", disse Roberto Motta, responsável pela mesa de derivativos da Genial Investimentos.

Para Luca Maia, estrategista de câmbio e juros para América Latina do BNP Paribas, o real seguirá com alta volatilidade até que o Banco Central complete o ciclo de normalização monetária.

"Achamos que isso (a alta recente do dólar) é um movimento mais técnico, já que o real vinha de uma valorização desde março e havia maior carregamento de posições vendidas em dólar quando o mercado começou a discutir mudanças no cenário de crescimento econômico global", disse Maia.

Por ora, a principal posição do BNP em real é contra o euro, escolha, segundo Maia, justificada pela expectativa de que a narrativa de redução de estímulos nos Estados Unidos enfraqueça a moeda comum europeia, o que a tornaria ideal para financiamento.

O euro chegou ao fim da tarde em queda de 0,5%, para 6,1181 reais.

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