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Dólar recua quase 4% em maio, maior queda para o mês desde 2009

***ARQUIVO*** São Paulo, SP, Brasil, 24-01-2019 - Cédulas de dólar. Papel Moeda. Dinheiro. (foto Gabriel Cabral/Folhapress)
***ARQUIVO*** São Paulo, SP, Brasil, 24-01-2019 - Cédulas de dólar. Papel Moeda. Dinheiro. (foto Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em uma sessão marcada pela volatilidade por conta da formação da Ptax no último pregão do mês, o dólar iniciou os negócios em alta frente ao real, passou a recuar no início da tarde, e terminou o pregão estável, em relação ao fechamento anterior, cotado a R$ 4,7540 para venda.

Na máxima do dia, a divisa chegou a encostar em R$ 4,7780 (0,50%), com a mínima em R$ 4,6980 (-1,17%).

No mês, a moeda americana registrou desvalorização de 3,82%, a maior para um mês de maio desde 2009, quando recuou 10,3%. No ano, a divisa passa a marcar depreciação de 14,75%.

O real teve o terceiro melhor desempenho mensal entre alguns de seus principais pares emergentes, atrás apenas do rublo russo (16,5%) e do peso colombiano (5,1%).

A trajetória de maio, no entanto, foi tortuosa. O dólar chegou a acumular alta de cerca de 4,3% no mês até o dia 9, quando globalmente investidores sentiam a pressão de juros mais altos em meio a preocupações sobre a China.

Posteriormente, uma combinação de dados norte-americanos ainda fortes, mas com leituras sugerindo inflação próxima do pico, amenizou receios de estagflação, abrindo espaço para uma retomada do apetite por risco que beneficiou as mais variadas classes de ativos, entre as quais o câmbio emergente.

Sobre o próximo mês, junho historicamente é de queda do dólar. Desde 2003 a moeda recuou em 14 ocasiões e subiu em cinco. O dia 15 será particularmente importante, quando tanto o banco central norte-americano quanto o brasileiro anunciarão decisões de política monetária com potencial de mexer com os cenários traçados até aqui por analistas.

O economista-chefe do BV, Roberto Padovani, ponderou que sua expectativa é de dólar forte no mundo com juros em alta e crescimento mais fraco, o que teoricamente pressiona para baixo os preços das commodities —cuja escalada esteve por trás da valorização recente do real. "Essa combinação em tese mais do que compensa os juros elevados do Brasil", disse.

"O segundo semestre no Brasil vai ser ruim para o mercado cambial. Além dos fatores externos, teremos aqui desaceleração econômica importante nesse período, e historicamente menos crescimento não atrai capital", afirmou. "Se você combina desaceleração global, local e eleições aqui, isso se traduz em aumento de risco."

BOLSA FECHA O MÊS COM ALTA DE 3,2%; NO ANO, SOBE 6,2%

Na Bolsa de Valores, o índice acionário Ibovespa encerrou a sessão desta terça em leve alta de 0,29%, aos 111.350 pontos, com ganhos acumulados de 3,22% em maio, e de 6,22% no ano.

Contribuíram para o desempenho positivo da Bolsa no dia os papéis da Petrobras, que acompanharam a alta em torno de 1% do barril do petróleo do tipo Brent no mercado internacional, com ganhos de 0,76% das ações ordinárias da estatal.

Os papéis da Eletrobras, que na véspera recuaram cerca de 3%, com indefinições sobre o processo de privatização, fecharam nesta terça em alta de 0,33%.

O setor financeiro também favoreceu o desempenho positivo da Bolsa, com alta de 1,52% das ações do Banco do Brasil, e de 0,93% do Itaú. Já as do Bradesco fecharam em alta de 0,59%, enquanto as do Santander avançaram 0,18%.

Já no mercado global, a cautela prevaleceu nas principais Bolsas dos Estados Unidos e da Europa, com preocupações acerca da pressão inflacionária e do impacto para o ritmo de crescimento da atividade voltando a pesar sobre o humor dos investidores.

Nas Bolsas americanas, o S&P 500 recuou 0,63%, e o Dow Jones encerrou em baixa de 0,63%. Já o Nasdaq, com maior concentração de ações de tecnologia, marcou depreciação de 0,41%.

Na Europa, a maior aversão ao risco também deu o tom nas Bolsas, com queda de 1,43% do CAC-40, de Paris, e de 1,29% do DAX, de Frankfurt. O FTSE-100, de Londres, teve leve alta de 0,1%.

Analistas da XP destacam que dados divulgados nesta terça mostraram que a inflação na zona do euro subiu para um recorde em maio, aumentando as apostas de aumentos maiores das taxas de juros pelo Banco Central Europeu (BCE).

A inflação no bloco europeu acelerou para 8,1% em maio, de 7,4% em abril, superando as expectativas de 7,7% à medida que o crescimento dos preços continuou a se ampliar, indicando que não é mais apenas a energia puxando o número.

"Os investidores observarão atentamente qualquer mudança na postura do BCE após sua reunião na próxima semana. Até agora, o banco central sinalizou que iniciará seu ciclo de alta da taxa de juros em julho, com a taxa subindo para 0,25%", apontam os analistas da XP em relatório.

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