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Dólar cai com efeito externo e definição do salário mínimo no radar

Cédulas e moedas de dólares

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar à vista exibia leve recuo ante o real nesta quarta-feira, ajudado por enfraquecimento da moeda norte-americana no exterior, enquanto, na cena doméstica, agentes financeiros aguardavam definições sobre o valor do salário mínimo em 2023.

Às 10:21 (de Brasília), o dólar à vista recuava 0,15%, a 5,0972 reais na venda, já tendo devolvido parte da queda vista na abertura.

Na B3, às 10:21 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,11%, a 5,1085 reais.

O movimento acompanhava as perdas do dólar frente às principais moedas fortes, com investidores atentos a uma bateria de indicadores econômicos dos Estados Unidos nesta manhã, incluindo preços ao produtor, vendas no varejo e produção industrial.

O dólar caía ao redor de 0,30% frente a uma cesta de moedas fortes.

A divisa norte-americana também se enfraquecia contra a maioria das moedas emergentes.

Sinalizações de algum alívio na inflação dos EUA enfraqueceram a moeda norte-americana no início de 2023, uma vez que consolidou apostas de redução no ritmo do aperto monetário pelo Federal Reserve, o que tende a reduzir a atratividade da divisa. Agentes financeiros devem buscar por mais detalhes sobre a trajetória de juros em declarações de membros do Fed nesta quarta-feira.

"Investidores seguem na expectativa de sinalizações a respeito da política monetária do país (EUA)", disse a equipe da XP, em relatório.

A divulgação do Livro Bege, uma sondagem da saúde da economia realizada pelo Fed, também está na agenda.

Além disso, o iene ganhava as atenções, operando em queda ante o dólar após decisão do Banco Central do Japão de manter inalterada a política monetária ter decepcionado alguns investidores.

"Investidores estão interpretando a decisão como uma nova sinalização de que a política monetária nos países desenvolvidos não vai ter que ser tão apertada para controlar a inflação", disse à Reuters o estrategista-chefe do Banco Mizuho no Brasil, Luciano Rostagno.

Localmente, as atenções estão voltadas para a discussão do salário mínimo. No início da semana, notícia de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia elevar o valor deste ano para acima dos 1.320 reais prometidos pelo governo ajudou na alta do dólar. Agentes financeiros mostraram preocupação com a medida devido a seu potencial impacto nas contas públicas, já que o salário mínimo serve de indexador para outras despesas, como de aposentadoria.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse na noite da véspera que o governo vai definir o valor do salário mínimo deste ano a partir de uma negociação com as centrais sindicais. Lula tem uma reunião marcada para 11h com essas entidades.

Em comunicado divulgado pelas centrais sindicais com suas prioridades para a reunião, consta "instituir política de valorização do salário mínimo". As entidades pedem um valor de 1.343 reais em 2023.

O Ministério da Fazenda reiterou no início da semana uma posição favorável aos 1.302 reais, como proposto pelo governo anterior e que já está em vigor. Na terça-feira, Haddad indicou que a viabilidade de um valor maior dependerá do cálculo do número de beneficiários do INSS. O ministro está em Davos para o Fórum Econômico Mundial.

"Se decidirem por elevar novamente o valor do salário mínimo, mesmo que para os 1.320 reais, o mercado tende a ter uma reação negativa, porque vai indicar a ala política do governo se sobrepondo à equipe econômica", afirmou Rostagno.

Com o desempenho nesta quarta-feira, o dólar estendia as perdas da véspera ante o real, quando declarações de Haddad sobre reforma tributária e pauta fiscal, assim como cenário externo favorável, levaram à queda de 0,85%, a 5,1048 reais na venda.

A entrada de recursos vindos do exterior é outro fator que vem sendo mencionado por operadores como favorável à divisa brasileira.

O Banco Central fará neste pregão leilão de até 16 mil contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 1° de fevereiro de 2023.

(Por André Romani)