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Dólar recua com confiança sobre reforma tributária e dados da China no radar

Pessoa conta notas de dólares na sede do banco Korea Exchange em Seul

SÃO PAULO (Reuters) -O dólar caía ante o real nesta terça-feira, com o retorno de Wall Street após feriado, em meio ao otimismo doméstico sobre a reforma tributária após declarações de autoridades do governo e, no cenário externo, indicadores da economia chinesa em foco.

Às 10:41 (de Brasília), o dólar à vista recuava 0,50%, a 5,1227 reais na venda.

Na B3, às 10:41 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,63%, a 5,1370 reais.

Agentes financeiros destacaram declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e de outras autoridades no que tange à reforma tributária, que vem sendo colocada como uma prioridade do novo governo.

O ministro tem agenda extensa no Fórum Econômico Mundial, em Davos, nesta terça-feira, incluindo reuniões bilaterais com a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, e com o ministro das Finanças da Alemanha, Christian Lindner.

Pela manhã, ele afirmou que o governo busca aprovar a reforma de tributos que incidem sobre o consumo ainda neste semestre e quer votar a reforma do Imposto de Renda no segundo semestre deste ano. Já a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, disse que "é o ano de votar a reforma tributária. Ou é agora ou é nunca", segundo entrevista publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo.

"O noticiário de ontem para hoje foi marginalmente positivo, com os integrantes do governo mostrando alinhamento e reforçando a perspectiva sobre a reforma tributária, e isso traz otimismo", disse à Reuters o economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez.

O cenário doméstico mais favorável, ao menos no início de pregão, contrasta com alta de 0,80% do dólar na véspera, quando o mercado tinha menor liquidez devido a feriado nos Estados Unidos, influenciado por notícia de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia elevar o salário mínimo acima dos 1.320 reais prometidos. Além disso, pesou na segunda-feira a decisão do governo de não aumentar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Questionado pela Reuters, o Ministério da Fazenda afirmou que a posição da pasta sobre o salário mínimo foi externada pelo ministro Fernando Haddad em entrevista à imprensa na semana passada. Na ocasião, Haddad indicou que o salário mínimo neste ano ficará em 1.302 reais, como proposto pelo governo anterior e que já está em vigor, sem aumento adicional.

Cristiane Quartaroli, economista do Ourinvest, disse que essa questão do salário mínimo segue no radar dos investidores. No entanto, afirmou que "Haddad está falando de reforma tributária, está tentando dar uma amenizada no cenário, no ambiente político".

Para Sanchez, da Ativa, há sinais de "relativa oposição interna" dentro do governo às ações mais "fiscalistas" colocadas em discursos de Haddad e Tebet, o que traz incerteza sobre o quanto essas medidas podem ser executáveis.

Haddad também disse, segundo os jornais, que um novo arcabouço fiscal será apresentado no máximo até abril.

No exterior, o dólar tinha leve queda de 0,2% ante uma cesta de moedas fortes. O cenário de taxa de juros nos EUA segue nos holofotes, enquanto uma série de dados da China, incluindo o Produto Interno Bruto (PIB), foram divulgados na madrugada.

O PIB chinês no quarto trimestre veio melhor que o esperado pelo mercado, assim como os dados de produção industrial e de vendas no varejo, mas ainda assim escancara desaceleração econômica no país asiático. As ações no país fecharam em queda.

(Por André RomaniEdição de Camila Moreira)