Mercado fechará em 5 h 12 min

Dólar recua frente ao real após ata do Fed

*ARQUIVO* São Paulo, SP, Brasil, 24-01-2019: Cédulas de dólar. Papel Moeda. Dinheiro. (foto Gabriel Cabral/Folhapress)
*ARQUIVO* São Paulo, SP, Brasil, 24-01-2019: Cédulas de dólar. Papel Moeda. Dinheiro. (foto Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar nesta quinta-feira (18) registrou queda frente o Real, acompanhando pausa num rali da divisa norte-americana no exterior, conforme investidores continuavam digerindo a ata da última reunião de política monetária do Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos).

No cenário local, investidores continuavam atentos aos desdobramentos envolvendo a corrida eleitoral. Às 9h15 (de Brasília), o dólar à vista recuava 0,51%, a R$ 5,1419 na venda.

Na B3, às 9h15 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,48%, a R$ 5,1615.

O Banco Central realizará neste pregão leilão de até 15 mil contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 3 de outubro de 2022.

Na quarta-feira (17), o dólar comercial à vista subiu 0,52%, a R$ 5,1670 na venda, em um dia de força moderada da moeda americana em relação às principais divisas.

Na cotação máxima do dia, a cotação chegou a escalar a R$ 5,2140, mas perdeu força conforme o mercado passou a considerar que a ata teve viés favorável aos mercados de risco.

O mercado financeiro mundial encerrou o dia dividido entre a segurança do dólar e o risco dos mercados de ações de países de economia emergente, sem apontar para uma direção clara após a divulgação da ata da reunião do Fed (Federal Reserve, o banco central americano) realizada no mês passado.

Sem surpresas, o documento reforçou o compromisso da autoridade em manter a elevação dos juros para controlar a inflação nos Estados Unidos.

A interpretação de analistas foi de que a taxa do Fed poderá permanecer em níveis elevados por um longo período, mas também de que o órgão está no caminho para alcançar o seu objetivo sem levar o mundo a uma profunda recessão.

Na Bolsa brasileira, o índice Ibovespa subiu 0,17%, a 113.707 pontos. Apesar do ganho tímido, o indicador renovou o seu maior patamar de fechamento desde 20 de abril (114.343).

Ainda na Bolsa brasileira, a Vale caiu 2,46%, após nova desvalorização dos contratos futuros de minério de ferro nas Bolsas de Dalian e Cingapura.

As ações preferenciais da Petrobras subiram 2,34%, favorecidas pela alta dos preços do petróleo.

Os contratos futuros de petróleo Brent subiam 0,77% no início da noite, para US$ 93,05 (R$ 481,80) por barril.

Nas Bolsas americanas, o indicador parâmetro S&P 500 caiu 0,72%. O Nasdaq, com maior concentração de ações de tecnologia e mais prejudicado pela alta dos juros, perdeu 1,25%. O Dow Jones cedeu 0,50%.