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Dólar recua contra real pelo 3° pregão consecutivo

*ARQUIVO* São Paulo, SP, Brasil, 06-12-2017: Cédulas de dólar. Papel Moeda. Dinheiro. (foto Gabriel Cabral/Folhapress)
*ARQUIVO* São Paulo, SP, Brasil, 06-12-2017: Cédulas de dólar. Papel Moeda. Dinheiro. (foto Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar caía nas primeiras negociações desta terça-feira (30), estendendo suas perdas para um terceiro pregão consecutivo e se aproximando da marca psicológica de R$ 5 à medida que o mercado de câmbio doméstico era beneficiado por perspectivas de fluxo, embora receios internacionais sobre uma possível recessão global continuassem no radar de investidores.

Às 9h07 (de Brasília), o dólar à vista recuava 0,30%, a R$ 5,0180 na venda.

Na B3, às 9h07 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,30%, a R$ 5,0185.

Nesta segunda-feira (29), o dólar comercial caiu à menor cotação desde 15 de junho no mercado de câmbio brasileiro. A moeda americana fechou a sessão valendo R$ 5,033, o que significou um recuo de 0,88% em relação ao fechamento da semana passada.

Na comparação com as principais divisas mundiais, o real foi a que mais ganhou força.

A valorização de matérias-primas exportadas pelo Brasil, principalmente o petróleo, e os juros altos da renda fixa doméstica atraem dólares para o país, enquanto mercados internacionais apresentam perdas com a perspectiva de um período prolongado de aperto monetário.

Ameaças ao abastecimento de energia provocadas pela Guerra da Ucrânia, além de outras crises em regiões produtoras de petróleo, voltaram a trazer preocupações sobre a oferta nos próximos meses.

Na Líbia, confrontos entre milícias ameaçam interromper os embarques de petróleo em um momento em que a crise energética da Europa está piorando. O Irã, outro importante produtor, apontou dificuldades na conclusão do acordo nuclear com o Ocidente, do qual depende o aumento do fluxo de óleo.

No encerramento desta segunda, o barril do petróleo Brent subia 3,75%, aos US$ 104,78 (R$ 528,33). Esse é o maior valor de fechamento desde 29 de julho.

Analistas ouvidos pela agência Reuters ainda destacaram que produtores de matérias-primas em geral estão trazendo recursos para dentro do país, em parte devido aos elevados juros pagos pela renda fixa local.

Dados do Banco Central da semana entre 15 e 19 de agosto mostram que o fluxo de câmbio contratado para operações comerciais foi superavitário em US$ 1,1 bilhão (R$ 5,54 bilhões). É o melhor resultado desde a semana finalizada em 1º de julho.

Ações de empresas petrolíferas brasileiras refletiram o crescimento das apostas de investidores na elevação dos preços da commodity.

Na B3, a Bolsa de Valores Brasileira, o índice de ações Ibovespa sustentou uma leve alta de 0,02%, fechando com 112.323 pontos.

Ganhos dos papéis da Petrobras, que subiram mais de 2%, e de outras companhias do ramo contribuíram para evitar que o mercado local fosse completamente puxado para o fundo pelo desempenho ruim do mercado no exterior.

Bolsas dos Estados Unidos e da Europa recuaram diante da expectativa de um longo período de aperto monetário pelo Fed (Federal Reserve, o banco central americano).

Em Nova York, o índice de referência S&P 500 caiu 0,67%. Londres e Frankfurt perderam 0,70% e 0,61%, respectivamente.

Na sexta-feira (26), o mercado passou a considerar a perspectiva de juros mais altos nos Estados Unidos após a fala do presidente do Fed, Jerome Powell, em Jackson Hole.

No simpósio de bancos centrais, Powell deixou claro que os juros nos Estados Unidos vão continuar subindo até que a inflação caia a um nível considerado seguro, mesmo que isso provoque forte desaceleração da economia.

"Uma falha em restaurar a estabilidade de preços significaria uma dor muito maior", afirmou Powell na sexta.

Mercados de ações das principais economias globais afundaram após o discurso de Powell.

Considerando uma visão de curto prazo, o mercado olhou para o simpósio em Jackson Hole para buscar pistas sobre o tamanho da alta da taxa de juros que o Fed irá aprovar em sua reunião de 20 e 21 de setembro.

Em um cenário em que o Fed considere a necessidade de continuar subindo a taxa de forma agressiva, analistas estimam uma elevação de 0,75 ponto percentual na taxa, atualmente na casa de 2,5% ao ano.

Esse foi o aumento aplicado nas duas últimas reuniões da autoridade monetária.

Para aqueles que esperam uma postura mais branda, a expectativa é de que a taxa suba em 0,50 ponto percentual. Após a fala de Powell, porém, é possível que as apostas em 0,75% ganhem um pouco mais de força.

Em seu discurso desta sexta em Jackson Hole, o presidente do Fed enfatizou que o aperto à taxa de crédito vai "continuar até que o trabalho seja feito", enderençando a fala justamente à parcela do mercado mais otimista quanto a uma eventual proximidade do fim do ciclo de alta dos juros nos EUA.

Com Reuters