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Dólar tem variações discretas ante real à espera de Fed

Por Luana Maria Benedito
·3 minuto de leitura

Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar operava entre leve queda e estabilidade ante o real nesta quarta-feira, dia de decisão de política monetária do Federal Reserve, com expectativa dos mercados de que o banco central norte-americano mantenha sua postura acomodatícia na política monetária.

Às 13:01, o dólar recuava 0,11%, a 5,1515 reais na venda. A moeda oscilou entre queda de 0,81%, a 5,1155 reais, e alta de 0,11%, a 5,163 reais.

O principal contrato de dólar futuro estava em 5,1495 reais, praticamente estável, após mínima de 5,1160 reais.

Marcos Trabbold, operador de câmbio da B&T Corretora de Câmbio, disse à Reuters que, em meio a noticiário doméstico mais calmo, "está todo mundo de olho lá fora, acompanhando, aguardando a decisão" do Federal Reserve, observando que qualquer sinalização de estímulo do banco norte-americano teria um impacto positivo sobre os mercados.

Ao final de sua reunião de dois dias, nesta quarta-feira, o Fed não deve anunciar uma grande mudança na sua política monetária. A expectativa é de que as autoridades sinalizem o compromisso do Fed com medidas de estímulo, uma vez que os casos de coronavírus nos EUA têm saltado recentemente, ameaçando a recuperação da maior economia do mundo.

Ainda nos EUA, o processo de negociação de um novo pacote de estímulo fiscal passava por dificuldades, com divergências entre o Congresso e a Casa Branca levantando temores sobre o futuro do consumo no país, uma vez que o auxílio extraordinário do governo para desempregados expira na sexta-feira.

No exterior, o índice do dólar frente a uma cesta de moedas caía 0,3%, depois de tocar novas mínimas em dois anos. Moedas emergentes e/ou correlacionadas às commodities tinham desempenho misto.

No Brasil, analistas citavam impacto positivo dos dados do Caged, que já tinham fornecido algum suporte ao real na sessão anterior, quando foram divulgados. O Brasil fechou 10.984 vagas formais de trabalho em junho, piora numa comparação anual, mas desacelerou o ritmo de perdas frente aos meses anteriores.

Segundo a XP Investimentos, o número superou as expectativas dos mercados e mostrou efeito de medidas para amenizar o impacto da pandemia sobre o mercado de trabalho.

O Brasil é o segundo país do mundo mais afetado pela pandemia, atrás apenas dos Estados Unidos, e registrou mais 40.816 casos de Covid-19 na terça-feira, chegando a um total de 2.483.191. Mesmo sem sinal de desaceleração significativa nos casos e óbitos no país, grandes centros econômicos, como São Paulo, seguem com medidas de flexibilização das medidas de contenção da doença de modo a retomar a atividade econômica.

No ano de 2020, em meio aos efeitos econômicos da pandemia e a um cenário de juros baixos, o dólar acumula salto de 28,4% contra o real, que tem o pior desempenho global no período.

Na véspera, o dólar negociado no mercado interbancário teve variação negativa de 0,02%, a 5,1572 reais na venda.

(Edição de Camila Moreira e José de Castro)