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Dólar mantém perdas contra real após Powell com ajuste na esteira de rali recente

Notas de reais e dólares

Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar voltava a operar firmemente no vermelho contra o real nesta quinta-feira, depois de chegar a reduzir brevemente suas perdas na esteira de falas do chair do banco central norte-americano, Jerome Powell, pausando uma valorização recente que o levou aos maiores níveis em mais de um mês na última sessão.

Às 11:10 (de Brasília), o dólar à vista recuava 0,60%, a 5,2080 reais na venda. Depois de cair 1,16% na menor cotação do dia, a 5,1788 reais, a moeda norte-americana ganhou fôlego durante comentários de Powell e reduziu as perdas para 0,07% no pico da sessão, a 5,2360 reais, antes de voltar a enfraquecer de forma mais expressiva.

Na B3, às 11:10 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,45%, a 5,2395 reais.

Lucas Carvalho, analista-chefe da Toro Investimentos, disse à Reuters que boa parte da desvalorização do dólar nesta quinta-feira se deve a um movimento de ajuste, depois que a moeda fechou a última sessão, na terça-feira, em alta de 1,67%, a 5,2395 reais, maior patamar para encerramento desde 3 de agosto (5,2781 reais) e valorização diária mais acentuada desde o último dia 31 (+1,735%).

Na ocasião, especialistas atribuíram a alta do dólar a uma combinação de exterior adverso, cautela pré-feriado no Brasil e falas inesperadamente duras de autoridades do Banco Central, que levantaram a possibilidade de alta residual da taxa Selic, atualmente em 13,75%, mais tarde neste mês.

O enfraquecimento da moeda norte-americana no mercado de câmbio brasileiro nesta manhã destoava de movimento visto no exterior, onde um índice do dólar contra cesta de pares fortes reverteu perdas iniciais e subia 0,35% por volta de 11h10 (de Brasília), impulsionado pela afirmação de Powell de que o Federal Reserve está "fortemente comprometido" em controlar a inflação.

O banco central norte-americano, que já elevou os juros em 2,25 pontos percentuais desde março deste ano, deve promover nova alta de 0,75 ponto em seu próximo encontro de política monetária, nos dias 20 e 21 de setembro. Os mercados internacionais temem que os principais bancos centrais do mundo adotem uma postura agressiva demais no combate à inflação, o que elevaria riscos de recessão econômica.

O Banco Central Europeu (BCE), por exemplo, elevou suas taxas de juros em sem precedentes 75 pontos-base nesta quinta-feira, mesmo com uma recessão se mostrando cada vez mais provável, uma vez que a Europa perdeu acesso ao vital gás natural russo.

Embora tenha sofrido nas últimas sessões, e deva continuar sob pressão do cenário internacional desafiador, o real ainda mostra alguma resiliência, disse Carvalho.

"Qualquer alta do dólar aqui (no curto prazo) deve ser menos intensa do que em outros lugares", disse ele.

O economista citou recentes surpresas positivas em dados econômicos domésticos e a posição atraente do Brasil quando comparado a várias outras economias: enquanto os principais países do mundo estão apenas iniciando o processo de elevar juros para combater uma alta de preços persistente, aqui o Banco Central adiantou o aperto monetário e vários indicadores têm apontado deflação.