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Dólar recua com mercado à espera de inflação fraca nos EUA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A expectativa de desaceleração da inflação nos Estados Unidos trouxe mais um dia de ganhos para o real e para ações negociadas na Bolsa de Valores brasileira nesta segunda-feira (12). Analistas esperam que o índice de preços ao consumidor americano, que será divulgado nesta terça (13), mostre deflação em agosto, na comparação com julho.

O dólar comercial à vista fechou em queda de 0,87%, cotado a R$ 5,0970 na venda. Na Bolsa de Valores, o índice Ibovespa subiu 0,98%, aos 113.406 pontos.

O indicador de referência para as ações no Brasil acompanhou o movimento no exterior. O S&P 500, parâmetro para a Bolsa de Nova York, subiu 1,06%. É a quarta alta consecutiva do índice, que acumula elevação de 5,17% nesse intervalo.

Para Ipek Ozkardeskaya, analista sênior no Swissquote Bank, se o índice de preços vier fraco o suficiente, ou idealmente mais fraco do que o esperado, o mercado de ações provavelmente dará continuidade ao movimento de alta nesta semana.

"Se, no entanto, os dados não forem tão suaves quanto o esperado, ou pior, se virmos um número mais alto do que a leitura do mês passado, os ganhos da semana passada em ações provavelmente serão devolvidos rapidamente", afirmou em comentário enviado a clientes.

Na sexta-feira (9), o dólar comercial à vista caiu 1,15%, em uma sessão que teve o real como a moeda mais valorizada entre as divisas de países emergentes. No decorrer da semana, a moeda americana apresentou desvalorização de 0,77% em relação à brasileira.

A valorização de matérias-primas e de ações de empresas ligadas à exportação desses produtos, sobretudo nos setores relacionadas à produção de metais, favoreceu a queda da taxa câmbio ao atrair dólares de investidores estrangeiros para o país.

Na sexta, os contratos futuros de minério de ferro nas Bolsas de Dalian e Cingapura registraram seus maiores ganhos semanais em seis semanas.

Além de dar sinais de que pretende adotar uma política monetária com foco no aquecimento da economia, a China anunciou medidas para estimular o investimento, como em novos projetos de infraestrutura.

O apoio intensificado da China a um mercado imobiliário em dificuldades deu sustentação a commodities ferrosas.

Na quarta-feira (7), dados fracos da balança comercial da China tinham provocado fortes baixas nos preços de matérias-primas e nas ações de exportadores. O principal destaque foi o recuo do petróleo a valores anteriores aos praticados antes do início da Guerra da Ucrânia.

Apesar das baixas recentes, o preço barril do petróleo Brent, referência para o mercado, agrega 18,6% de ganho em 2022.

Indicadores do mercado de ações também refletiram na sexta-feira o otimismo de investidores com a desaceleração da inflação no Brasil e anúncios de estímulos econômicos na China, entre outros fatores no exterior que resultaram em um fechamento semanal positivo nas principais Bolsas do planeta.

Na Bolsa de Valores brasileira, o Ibovespa subiu 2,17% na sexta. Na semana, houve ganho de 1,30%. No ano, a Bolsa sobia 7,13% até o fechamento da semana passada.

Ações de empresas do varejo, transporte e construção civil ganharam força na Bolsa nesta sexta. Esses são segmentos beneficiados pela queda da inflação e pela expectativa de que, com a desaceleração dos preços ao consumidor, os juros parem de subir.

Dados do IBGE apontaram que o IPCA (índice oficial de inflação) caiu 0,36% em agosto, acumulando alta de 8,73% em 12 meses.

O otimismo desta sexta também esteve relacionado às estimativas de analistas para uma ligeira desaceleração da inflação nos Estados Unidos. Os dados de agosto serão divulgados nesta terça (13). Pesquisa da Bloomberg indica queda de 0,01% no índice mensal de preços.

Em Nova York, no acumulado da semana passada, o índice S&P 500, que é o parâmetro para o mercado de ações americano, avançou 3,65%, após três semanas em queda.

Na Europa, o índice que acompanha as 50 principais empresas da zona do euro subiu 0,72% na mesma semana em que houve uma alta histórica de 0,75 ponto percentual na taxa de juros do Banco Central Europeu.