Mercado fechado

Dólar e juros futuros avançam com investidor atento à cena política

Marcelo Osakabe e Victor Rezende
·2 minutos de leitura

Quadro político nos EUA é um dos fatores que despertam atenção Após uma abertura em queda, seguindo o comportamento mais geral visto no exterior, o dólar comercial devolveu as perdas e passou a ter alta nesta quarta-feira. Às 12h43, a moeda americana subia 0,14%, a R$ 5,5984. Na máxima, marcou R$ 5,6380; na mínima, ficou em R$ 5,5510. Os investidores consideram a fala do ministro da Economia, Paulo Guedes, que reiterou que o estado de calamidade decretado em função da pandemia de covid-19 termina em dezembro e negou haver articulação para prorrogar o auxílio emergencial no início do ano que vem. "O plano de auxílio e o estado de calamidade se encerram em dezembro. Não há prorrogação da calamidade. Essa articulação pela prorrogação do auxílio não existe", disse a jornalistas. Também merece atenção o destino do Renda Cidadã. “O fato de o presidente estabelecer uma data estratégica para a revelação do financiamento do programa sugere que ele pretende fazer cortes impopulares, ou seja, tomar as decisões politicamente custosas que serão necessárias para custear o programa sem furara o teto. Por outro lado, caso os rumores se confirmem, o mercado passará quase tudo que resta do ano receoso sobre o futuro da saúde fiscal da nação. Caso o presidente opte por revelar o programa, sem especificar como ele será financiado, essa apreensão será ainda mais acentuada”, diz a Guide em relatório matinal. O impacto dessa indecisão sobre o mercado de câmbio foi admitido pelo presidente do Banco Central (BC). Em entrevista à rádio Jovem Pan, concedida ontem e divulgada nesta manhã, Roberto Campos Neto afirmou que um dos fatores para a desvalorização do real é o “ruído todo que vem do fiscal”. Campos defendeu ainda que, num país com as finanças públicas já frágeis como o Brasil, não existe mágica que permita mais gastos públicos sem que isso prejudique as bases do crescimento econômico. No mesmo horário, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 subia de 3,36% no ajuste anterior para 3,45%; a do DI para janeiro de 2023 saltava de 4,82% para 4,88%; a do contrato para janeiro de 2025 avançava de 6,67% para 6,72%; e a do DI para janeiro de 2027 passava de 7,55% para 7,61%. Pixabay